Candidatos a vice-governador e a suplente de senador já destinaram R$ 4,03 milhões às chapas que integram nas eleições de 2026. Levantamento do Congresso em Foco identificou 52 integrantes que usaram recursos próprios para financiar as campanhas. O dinheiro, porém, está concentrado. ezesseis candidatos fizeram aportes de pelo menos R$ 100 mil e, juntos, responderam por R$ 3,46 milhões, o equivalente a 86% do total. Eles integram 15 chapas; em 12 delas, o titular não colocou dinheiro próprio.
O maior aporte partiu de Edvaldo Pereira de Brito (PSD-BA), primeiro suplente de Jaques Wagner (PT-BA), que destinou R$ 533 mil à campanha. Wilson Picler (PL-PR), suplente de Deltan Dallagnol (Novo-PR), aparece em seguida, com R$ 430 mil. Nem Wagner nem Deltan fizeram aportes pessoais.
A chapa de João Azevêdo (PSB-PB) é a única com dois integrantes acima do corte. Francisco Mendes Campos e Roberto Gadelha, candidatos à primeira e à segunda suplências, contribuíram com R$ 175 mil cada. Azevêdo também não colocou recursos próprios.
Os outros 36 candidatos fizeram aportes inferiores a R$ 100 mil e contribuíram, juntos, com R$ 563,7 mil. O corte da tabela destaca os maiores financiadores, mas esses valores menores estão incluídos no total de R$ 4,03 milhões.
Dinheiro aparece nas contas dos titulares
Nas candidaturas majoritárias, a movimentação financeira de vices e suplentes integra a prestação de contas do titular. Por isso, uma análise restrita à rubrica de recursos próprios pode dar a impressão de que todo o dinheiro saiu do patrimônio do cabeça de chapa.
O cruzamento das transações permite identificar quem efetivamente fez cada aporte. É o que mostra que os R$ 533 mil registrados na campanha de Jaques Wagner vieram de Edvaldo Brito e que os R$ 430 mil contabilizados na candidatura de Deltan Dallagnol foram colocados por Wilson Picler.
Dos 15 titulares ligados aos maiores aportes, somente três também usaram recursos próprios: Vicentinho Júnior, com R$ 420 mil; Paula Belmonte, com R$ 261 mil; e Capitão Wagner, com R$ 30 mil.
Vices somam R$ 552,6 mil
Os três candidatos a vice-governador incluídos no recorte aportaram R$ 552,6 mil. Amélio Cayres (MDB), vice de Vicentinho Júnior (PSDB-TO), lidera o grupo, com R$ 222,6 mil. Everardo Ribeiro (PSDB), vice de Paula Belmonte (PSDB-DF), colocou R$ 200 mil, e Luiz Pietschmann (PSD), vice de José Roberto Arruda (PSD-DF), R$ 130 mil.
O levantamento cruzou as bases de prestação de contas e candidaturas do TSE, extraídas em 21 de setembro de 2026. Os dados podem mudar com novos lançamentos ou retificações.
Dois suplentes por senador
Ao contrário das eleições proporcionais para a Câmara e as Assembleias, no Senado os dois suplentes já integram a chapa. O eleitor não escolhe esses nomes separadamente: ao votar no candidato, vota também nos suplentes.
Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa. Os vencedores terão, portanto, 108 suplentes vinculados aos mandatos que começam em 2027 e vão até 2035. As trocas feitas às vésperas da eleição podem definir quem estará habilitado a assumir uma cadeira no Congresso ao longo dos próximos oito anos.