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Morte de Rick motiva projeto que obriga caixa-preta em helicópteros

Além dos equipamentos, projeto autoriza o uso de dados e conclusões de investigações de acidentes como provas judiciais.

23/9/2026
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Após o falecimento do cantor Rick, da dupla Rick & Renner, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou um projeto de lei que exige a instalação de caixas-pretas em aeronaves registradas no Brasil.

Protocolada nesta terça-feira (22), a proposta estabelece prazo até 31 de dezembro de 2027 para a adaptação.

O projeto de lei 5.440/2026 altera o Código Brasileiro de Aeronáutica para exigir gravadores de voz da cabine e de dados de voo, além de dispositivos de localização subaquática.

A medida abrange aviões, helicópteros e outras categorias, como aeronaves aerodesportivas.

Na justificativa, o parlamentar menciona o acidente com o sertanejo ocorrido na véspera da apresentação do texto.

"E, infelizmente, no dia 21 de setembro de 2026, o cantor Geraldo Antônio de Carvalho, nome artístico Rick Sollo, da dupla sertaneja Rick & Renner, faleceu em acidente de helicóptero na serra do estado de Santa Catarina."

O cantor e mais quatro pessoas faleceram no acidente.Reprodução / Instagram

O helicóptero que transportava o cantor saiu de Porto Belo com destino a São Joaquim, em Santa Catarina, e foi localizado pelos bombeiros no dia seguinte à queda. Nenhum dos cinco ocupantes sobreviveu.

Sóstenes argumenta que a atualização da legislação e a instalação de equipamentos de segurança podem contribuir para investigar e prevenir novos acidentes aéreos.

Equipamentos obrigatórios

Pelo projeto, as aeronaves deverão ter Gravador de Voz da Cabine (CVR), que registra o áudio, e Gravador de Dados de Voo (FDR), que armazena informações sobre a operação.

Também será obrigatório instalar um gerador de impulsos acústicos acionado automaticamente em contato com a água, utilizado para localização subaquática.

O texto exige ainda equipamento de comunicação por Datalink com o controle de tráfego aéreo quando a aeronave tiver passado por grandes modificações aviônicas, ou seja, nos sistemas eletrônicos de bordo.

Essa condição se aplica especificamente ao Datalink.

A proposta não diferencia as exigências conforme o porte ou a capacidade de passageiros das aeronaves abrangidas.

Provas em processos judiciais

Outro ponto do projeto permite que os dados gerados pelos dispositivos sejam usados como provas em processos judiciais. A autorização se estende às conclusões dos técnicos durante a apuração dos acidentes.

O dispositivo menciona os procedimentos do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

A proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e receber sanção presidencial para virar lei.

O texto prevê entrada em vigor na data de publicação, com prazo até o fim de 2027 para a instalação dos equipamentos.

Confira a íntegra da proposta.

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