O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) apresentou na quarta-feira (23) uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) contra a Meta após a retirada temporária do perfil @revelando.brasil do Instagram. A medida ocorreu após a repercussão do episódio "Grandes Igrejas, Master Negócios", apresentado por Fábio Porchat e dedicado a relações entre o Banco Master, lideranças da Igreja Batista da Lagoinha e personagens da política brasileira.
Orlando Silva quer que o órgão investigue quais critérios foram utilizados pela plataforma para suspender a conta do projeto jornalístico Revelando e quais mecanismos internos levaram ao restabelecimento do perfil algumas horas depois.
Segundo a equipe responsável pelo projeto, o Instagram retirou a página do ar na manhã de quarta-feira e informou apenas que o conteúdo não atendia aos "padrões" da plataforma. A Meta não especificou publicamente qual regra teria sido violada.
Horas depois, a empresa restaurou a conta após uma revisão interna e pediu desculpas pelo episódio, mas continuou sem detalhar a infração que teria motivado a suspensão inicial. O deputado argumenta que o retorno do perfil "não encerra a questão".
Para Orlando Silva, o episódio levanta uma discussão que vai além do caso específico do Revelando. O deputado sustenta que plataformas digitais exercem papel central na circulação de informações e, por isso, deveriam explicar com maior precisão as decisões que limitam o alcance ou retiram do ar conteúdos jornalísticos.
"Não estamos discutindo apenas uma conta retirada do ar. Estamos falando sobre quem controla o espaço público digital e quais limites existem para esse poder", afirmou o parlamentar.