A Paraíba reelegeu, em primeiro turno, Lucas Ribeiro (PP) neste domingo (4) para governar o Estado entre 2027 e 2030. Com 88,22% dos votos apurados, Lucas soma 1.272.625 votos (64,33% dos válidos). Efraim Filho (PL) tem 482.781 (24,40%) e Cícero Lucena (MDB), 216.089 (10,79%). Ele já não pode mais ser ultrapassado pelos adversários.
Também concorreram Camilo Duarte (PCO) e Yuri Ezequiel (UP).
Lucas chegou à reta final da campanha na liderança das pesquisas de intenção de voto, seguido por Efraim e Cícero, que apareciam em empate técnico.
Disputa em três frentes
A eleição de 2026 colocou em campos diferentes políticos que haviam integrado a mesma base estadual.
Lucas Ribeiro foi eleito vice-governador em 2022 e assumiu o comando do Estado em abril deste ano, depois que João Azevêdo (PSB) deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. Na eleição, Lucas buscou conquistar um mandato completo à frente do governo.
Cícero Lucena também deixou um cargo no Executivo para entrar na disputa. Prefeito de João Pessoa até abril, ele rompeu com o grupo governista e concorreu pelo MDB.
Ex-governador, ex-senador e quatro vezes eleito prefeito de João Pessoa, Cícero tentava retornar ao Palácio da Redenção mais de três décadas depois de ter ocupado o cargo. Ele foi vice-governador na chapa de Ronaldo Cunha Lima e assumiu o governo em 1994, quando o titular deixou o posto para concorrer ao Senado.
Efraim Filho entrou na corrida durante seu mandato no Senado. Filiado ao PL, disputou o governo como uma alternativa aos dois nomes que haviam participado da base de João Azevêdo.
Dois candidatos chegaram ao governo como vice
A disputa também reuniu dois candidatos com uma trajetória semelhante até o Palácio da Redenção.
Lucas Ribeiro chegou ao governo em 2026 após ter sido eleito vice na chapa de João Azevêdo.
Cícero Lucena percorreu caminho parecido mais de três décadas antes: foi eleito vice de Ronaldo Cunha Lima e assumiu o governo em 1994, quando o titular deixou o cargo para disputar o Senado.
Há ainda uma ligação entre a eleição de 2026 e aquela chapa do início dos anos 1990. Cícero disputou o governo neste ano tendo Diogo Cunha Lima (PSD) como candidato a vice. Diogo é neto de Ronaldo Cunha Lima, de quem Cícero havia sido vice-governador.
A candidatura de Cícero e Diogo foi registrada para a eleição de 2026.
Segundo turno
Nos casos em que nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, a disputa seguirá para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nessa etapa, os dois candidatos mais votados permanecem na corrida, e será eleito governador aquele que obtiver a maioria dos votos válidos, desconsiderados os votos em branco e nulos.
Mesmo quem não tiver votado no primeiro turno poderá comparecer normalmente ao segundo, já que cada turno é considerado uma votação independente pela Justiça Eleitoral.