33,5 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (4), no primeiro turno das eleições de 2026. A abstenção atingiu 21,08% do eleitorado apto a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os que votaram, 3,7 milhões anularam o voto para presidente da República e 2,3 milhões votaram em branco. Com 100% das seções totalizadas, essas opções representaram, respectivamente, 2,93% e 1,84% dos votos registrados para o cargo.
Somados, brancos e nulos corresponderam a 4,77% da votação presidencial, quase 6 milhões de votos. Esses votos são contabilizados pela Justiça Eleitoral, mas ficam fora da soma dos votos válidos que define o resultado.
Abstenção sobe em relação a 2022
Ao todo, 125,3 milhões de eleitores participaram da votação, o equivalente a 78,92% do eleitorado. A taxa de abstenção ficou 0,13 ponto percentual acima da registrada no primeiro turno de 2022, quando 20,95% dos eleitores não compareceram.
Há quatro anos, cerca de 32,8 milhões de pessoas deixaram de votar. O comparecimento foi de 79,05%.
A ausência às urnas é diferente do voto branco ou nulo. Quem se abstém não participa da votação. Já quem vota em branco ou anula o voto comparece, mas não registra uma escolha válida para aquele cargo.
No primeiro turno da eleição presidencial de 2022, os votos nulos somaram aproximadamente 3,5 milhões, ou 2,82% da votação. Outros 2 milhões de votos foram registrados em branco, o equivalente a 1,59%.
Em 2026, a proporção de nulos aumentou para 2,93%, enquanto a de brancos subiu para 1,84%.
Os percentuais têm bases diferentes: a abstenção considera o total de eleitores aptos a votar; os índices de brancos e nulos levam em conta os votos registrados para presidente.
Como esses votos entram na apuração
Brancos e nulos não são destinados a qualquer candidato ou partido. Mesmo que representem mais da metade da votação, não provocam, por si só, a anulação da eleição.
Nas disputas para presidente e governador, vence no primeiro turno quem recebe mais da metade dos votos válidos. Brancos e nulos ficam fora dessa conta. Nas eleições para deputado, também são excluídos do cálculo do quociente eleitoral, usado na distribuição das cadeiras entre partidos e federações.
A escolha para cada cargo é independente.
Assim, votar em branco ou nulo para deputado, senador ou governador não invalida o voto dado a um candidato à Presidência, por exemplo.