Notícias

Donald Trump diz observar "muito de perto" as eleições no Brasil

Presidente dos EUA chamou a eleição brasileira de "muito importante" e não declarou apoio a nenhum dos candidatos ao Planalto.

1/10/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha "muito de perto" as eleições brasileiras. A declaração foi dada a três dias do primeiro turno, marcado para domingo (4), durante conversa com jornalistas antes de deixar a Casa Branca.

Questionado sobre a importância do Brasil para a América do Sul, Trump chamou o país e a eleição de "muito importantes". "Brasil é um país muito importante. É um grandíssimo país, o povo brasileiro é fantástico, esta é uma eleição muito importante", declarou. O presidente norte-americano não citou candidatos nem manifestou apoio a nenhum dos nomes que disputam a Presidência.

Acusações de interferência

A fala foi feita enquanto o governo Trump enfrenta acusações de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro. Nesta quinta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) que investiguem um suposto financiamento do governo dos Estados Unidos a organizações com atuação no debate político brasileiro durante o período eleitoral.

O pedido teve como base reportagem do jornal britânico The Guardian, segundo a qual US$ 1 milhão do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado foi destinado ao programa Countering Lawfare and Censorship in Brazil (Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil). O projeto prevê financiar grupos da sociedade civil contrários ao que seus responsáveis descrevem como excessos judiciais e censura praticados pelo STF.

Em Washington, membros do Partido Democrata no Senado americano encaminharam uma carta ao chanceler Marco Rubio, cobrando esclarecimentos sobre a conduta do país em relação às eleições no Brasil.

No documento, alegam que o governo estaria "utilizando pressão diplomática, econômica e política com o risco de enfraquecer as instituições democráticas do país, minar a confiança no processo eleitoral brasileiro e causar mais danos à nossa relação com um aliado estratégico e parceiro comercial dos EUA".

Jogo duplo

Desde o segundo semestre de 2025, Trump alterna entre momentos de aproximação e de atrito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de manterem uma postura amistosa nos encontros presenciais e em ligações telefônicas, o chefe de governo americano mantém a política de tributação de itens importados do Brasil, e acusa a Justiça brasileira de perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Em maio deste ano, Trump chegou a receber pessoalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já se apresentava como pré-candidato ao Planalto. O congressista anunciou ter solicitado o enquadramento das facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas. Dois dias depois, Washington adotou a classificação.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos