O PL elegeu 121 deputados federais neste domingo (4) e foi o maior vencedor da eleição para o Congresso Nacional em número de cadeiras conquistadas. O partido alcançou a segunda maior bancada partidária eleita para a Câmara desde a redemocratização. Apenas o então PMDB, hoje MDB, teve resultado superior, com 260 deputados em 1986.
A dimensão da vitória aparece na proporção: quase um em cada quatro deputados da próxima legislatura será do PL. O partido conquistou 23,6% das 513 cadeiras da Câmara e ampliou em 22 vagas o resultado de 2022, quando elegeu 99 parlamentares. O crescimento foi de 22,2%.
As 121 cadeiras superam marcas de partidos que dominaram diferentes períodos da política brasileira nos últimos 40 anos. O PL ultrapassou os 108 deputados eleitos pelo PMDB em 1990, os 107 conquistados pela mesma legenda em 1994 e os 105 do PFL em 1998. Também ficou acima dos 91 deputados eleitos pelo PT em 2002, na eleição que levou Lula pela primeira vez à Presidência.
O recorde do PMDB pertence ao momento de formação da nova ordem democrática. Em 1986, o partido conquistou 260 das 487 vagas disponíveis, uma maioria de 53,4% da Câmara. Os deputados daquela legislatura participaram da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. A comparação considera as bancadas eleitas em cada pleito, sem incorporar as mudanças de partido ao longo dos mandatos.
No Senado, o PL conquistou 19 das 54 vagas em disputa, ou 35,2% das cadeiras renovadas. Foi um resultado superior à soma dos dois partidos seguintes: o MDB elegeu sete senadores, e o PT, seis. Os eleitos terão mandatos de oito anos, de 2027 a 2035.
Na Câmara, o PL também superou, sozinho, as duas maiores federações. A Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, elegeu 88 deputados. A União Progressista, composta por União Brasil e PP, conquistou 87. Mesmo reunindo suas legendas, cada uma ficou abaixo da bancada eleita pelo PL.
A vitória dá ao partido mais peso para negociar as presidências das Casas, os comandos das comissões e a pauta da próxima legislatura. Na Câmara, porém, as 121 cadeiras ainda ficam distantes das 257 que correspondem à maioria absoluta. O tamanho da bancada fortalece o PL, mas mantém a necessidade de alianças para converter o resultado eleitoral em decisões legislativas caso Flávio Bolsonaro se eleja presidente no segundo turno.
Os novos parlamentares assumem em 1º de fevereiro de 2027.