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Congresso amplia bancada feminina, mas mulheres ainda representam 21%

Câmara terá 109 deputadas; no Senado, bancada feminina pode chegar a 18 integrantes.

5/10/2026
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O Congresso Nacional pode começar 2027 com 127 mulheres em exercício. O número considera as 109 deputadas federais eleitas neste domingo (4) e uma bancada de 18 mulheres no Senado.

A projeção, no entanto, não é definitiva. Das seis senadoras que atualmente ocupam cadeiras com mandato até 2031, duas são suplentes: Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA). A permanência delas no Senado em 2027 depende de os respectivos titulares continuarem afastados.

Se a composição atual dessas cadeiras for mantida, as mulheres representarão 21,4% dos 594 parlamentares que compõem as duas Casas. A Câmara dos Deputados tem 513 cadeiras e o Senado, 81.

Eleição de 109 deputadas e 12 senadoras amplia a representação feminina no Congresso, mas número total chega a apenas 21% das cadeiras.Magnific

Na Câmara, onde o número não depende dessa situação envolvendo suplentes, as 109 eleitas representarão 21,2% das vagas. O número é superior ao registrado nas eleições de 2022, quando 91 mulheres conquistaram mandatos de deputada federal, o equivalente a 17,7% das cadeiras.

Isso significa que a eleição deste ano acrescentou 18 mulheres à bancada eleita para a Câmara, um crescimento de quase 20% em relação ao resultado de quatro anos atrás.

Confira a lista de deputadas eleitas:

Senado teve recorde de eleitas

No Senado, 12 mulheres foram eleitas neste domingo entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em uma única eleição desde a redemocratização. O recorde anterior era de 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa.

As novas senadoras são Bia Kicis (PL-DF), Carol de Toni (PL-SC), Gracinha Caiado (União-GO), Luizianne Lins (Rede-CE), Mara Rocha (Republicanos-AC), Marília Arraes (PDT-PE), Marília Campos (PT-MG), Marina JHC (PSDB-AL), Michelle Bolsonaro (PL-DF), Rayssa Furlan (Podemos-AP), Samanda de Lula (PT-RN) e Teresa Surita (MDB-RR).

Elas se juntarão a quatro senadoras eleitas como titulares em 2022 e cujos mandatos seguem até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS).

A situação de Dorinha ainda depende do segundo turno das eleições estaduais. A senadora disputa o governo do Tocantins contra Vicentinho Júnior (PSDB). Caso seja eleita e deixe o Senado, sua primeira suplente, Professora Lu (União), também é mulher, o que manteria uma mulher na cadeira. O segundo suplente da chapa é Maurício Buffon.

Além delas, Jussara Lima e Lourdinha Pereira estão atualmente no exercício de mandatos que também seguem até 2031, mas na condição de suplentes. É a presença das duas que leva a projeção da bancada feminina para 18 integrantes em 2027.

Nesse cenário, o Congresso começaria a próxima legislatura com 127 mulheres: 109 deputadas e 18 senadoras. Caso as duas suplentes deixem as cadeiras, esse total poderá cair para até 125.

Veja como fica a bancada feminina no Senado a partir de 2027:

Distrito Federal terá bancada feminina no Senado

A eleição também produziu uma situação inédita no Distrito Federal. Bia Kicis e Michelle Bolsonaro conquistaram as duas vagas em disputa. Como Damares Alves tem mandato até 2031, as três cadeiras do DF no Senado serão ocupadas por mulheres a partir do próximo ano.

Foi a primeira vez que uma unidade da Federação elegeu duas mulheres para o Senado em uma mesma eleição.

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