A cantora Anitta cobrou nesta segunda-feira (5) um pronunciamento do TSE sobre o impasse envolvendo a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a artista questionou o momento das decisões judiciais que podem alterar o resultado do primeiro turno e até eliminar a necessidade de uma segunda votação entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). "Eu quero um pronunciamento do TSE. Qual foi, TSE? Explica pra gente por que no sábado não decidiram isso?", afirmou.
A manifestação ocorreu depois de Garotinho desistir do recurso que havia apresentado ao TSE contra o indeferimento de sua candidatura. Com os votos dele fora do cálculo dos votos válidos, Douglas Ruas pode ultrapassar os 50% necessários para vencer a eleição no primeiro turno.
Na totalização inicial, Ruas aparecia com 49,27%, Eduardo Paes com 42,76% e Garotinho com cerca de 3,17%. A Justiça Eleitoral ainda precisa formalizar os efeitos da desistência antes de qualquer alteração definitiva no resultado.
No vídeo, Anitta demonstrou irritação com a possibilidade de uma mudança no resultado depois da apuração. "Por que que essa decisão vem dele não poder ser eleito? Ah, vamos anular a candidatura dele. Vai anular a candidatura dele minutos depois de descobrir que vai ter segundo turno? Por que que não fez isso no sábado?", questionou.
Em tom irônico, acrescentou: "Pô, foram trabalhar no domingo, que milagre, hein? Poxa, a galera do Serviço Público do Brasil indo trabalhar no domingão pra decidir que a candidatura do cara não pode".
Disputa judicial de Garotinho
Anthony Garotinho enfrenta uma disputa judicial para preservar sua candidatura desde agosto, quando a 4ª Vara da Fazenda Pública do Rio determinou o cumprimento da condenação que suspendeu seus direitos políticos por oito anos e mandou comunicar a decisão ao TRE/RJ e ao TSE.
Garotinho recorreu ao TSE e continuou na disputa enquanto o caso permanecia pendente. Às vésperas da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que os votos destinados ao ex-governador fossem registrados como anulados sub judice. No domingo (4), porém, o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou que eles fossem incluídos provisoriamente no cálculo dos percentuais até a decisão definitiva sobre o registro.