O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) admitiu nesta segunda-feira (5) ter propositalmente deixado de incluir o número de urna do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) nas colinhas eleitorais distribuídas em Santa Catarina. Segundo o congressista, a decisão foi tomada por uma questão de princípios.
A distribuição de colinhas em todos os Estados foi parte da estratégia de Nikolas para fortalecer seus aliados nas eleições. Para o deputado, Carlos não tinha interesse em obter sua ajuda. "É porque eu tenho princípio. (...) Não coloquei mesmo porque no fim das contas, eu acho que ele não queria meu apoio. E não era surpresa para ninguém que ele não queria meu apoio", disse em entrevista à Jovem Pan.
Veja a fala:
Nikolas relembrou que Carlos já o havia atacado antes mesmo do período eleitoral. Em diversas ocasiões, o filho "02" de Jair Bolsonaro acusou o parlamentar de não se engajar na pré-campanha de Flávio Bolsonaro para tomar para si o protagonismo da família Bolsonaro e cobrou iniciativa do próprio presidente do partido, Valdemar Costa Neto.
"Uma pessoa que me fala que eu estava tentando acusar o pai dele, de tentativa de matar o pai dele e calar o pai dele, não merece o meu apoio. (...) Em qual o momento na minha vida eu dei as costas pro Jair? Sabe o que é nunca?", questionou.
O congressista também destacou que Carlos repetiu o mesmo discurso quando houve o vazamento do áudio enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
"Quando a esquerda inteira estava tentando me pintar como um criminoso, (...) Você tem ideia do que é, em um dos dias mais difíceis para mim e para minha família, um cara falar que eu estava ao lado do sistema para poder acabar com o pai dele?", apontou.