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PSB e PDT apresentaram ações para quebrar o sigilo dos enconstros dos pastores envolvidos no escândalo do MEC com o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Enquanto surgem denúncias de suposto lobby de pastores no Ministério da Educação (MEC), a pasta soma mais de 3,5 mil obras atrasadas. Em contratos assinados desde 2008, as obras somam R$ 1,3 bilhão em recursos da educação.
Segundo reportagem do O Globo, os números revelados mostram que um a cada cinco obras já passou da data de entrega sem a conclusão do trabalho. Entre as obras estão construções ou ampliações de unidades educacionais, reformas de creches, escolas e quadras esportivas.
Dados do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) apontam que são 3.513 contratos atrasados, sendo que 155 já foram declaradas canceladas, totalizando R$ 21 milhões em recursos públicos desperdiçados. Outras 1.831 estão inacabadas, 348 paralisadas e 564 em execução.
Denúncias publicadas na imprensa ao longo desta semana apontam o funcionamento de um suposto gabinete paralelo dentro do MEC. Os pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura são apontados como os integrantes do grupo, e fazem a indicação da distribuição de recursos da pasta, favorecendo prefeitos aliados. Em áudio vazado, o ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, afirma que as demandas dos aliados de Gilmar e Arilton devem ser atendidas com prioridade, e que essa ordem é um "pedido especial" do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro nega.