Aos 21 anos, Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) transformou milhões de seguidores nas redes sociais em 524.219 votos e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados em sua primeira eleição.
Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, estudante de Direito e influenciadora digital, ela terminou a disputa como a segunda candidata a deputada federal mais votada do Estado, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).
A influenciadora quer levar essa experiência para a campanha presidencial. Ana Elisa confirmou que viaja nesta terça-feira (6) para conversar com o presidente Lula (PT) sobre a estratégia digital do PT para o segundo turno.
O encontro ocorre depois de a deputada eleita fazer um apelo público para que a esquerda reveja a forma como utiliza as redes sociais. A deputada eleita tenta convencer o PT de que a reação do partido no segundo turno da eleição presidencial passa necessariamente pelas redes sociais.
Antes da eleição, ela já reunia cerca de 2 milhões de seguidores no Instagram e quase 1 milhão no TikTok. A campanha eleitoral foi estruturada principalmente nesse ambiente, estratégia à qual a própria petista atribui parte de seu desempenho.
"É o momento de nós deixarmos realmente a ignorância de lado, calçarmos a sandália da humildade e entendermos que com a rede social a gente precisa sim aprender", afirmou Ana Elisa em vídeo publicado depois do primeiro turno.
Ana Elisa nasceu em 31 de agosto de 2005, em Minas Gerais. Ela declarou à Justiça Eleitoral ter ensino superior incompleto e ocupação de estudante, bolsista ou estagiária. Antes de entrar na disputa eleitoral, cursava Direito e havia trabalhado como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT/MG).
Filha de professora, Ana Elisa cresceu em uma família que acompanhava movimentos sindicais, segundo perfil publicado pela Rádio Itatiaia. A aproximação com a política institucional, no entanto, é recente.
A jovem teve uma passagem pelo PV e se filiou ao PT em março de 2026. A filiação ocorreu no mesmo ano em que decidiu disputar pela primeira vez um cargo eletivo. Sua candidatura integrou a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.