O sobrenome Bolsonaro apareceu em 19 candidaturas contabilizadas nas eleições de 2026, mas apenas seis terminaram o primeiro turno com mandato garantido. O grupo reúne quatro integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidatos sem parentesco que adotaram o sobrenome como identificação eleitoral.
Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), que conquistaram vagas no Senado; Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SP), eleitos deputados federais; e Fabiana Bolsonaro (PL-SP) e Fão do Bolsonaro (PL-PR), que conseguiram cadeiras nas assembleias legislativas de seus Estados. Já Flávio Bolsonaro (PL) segue na disputa pela presidência após avançar ao segundo turno.
Dos seis eleitos, quatro pertencem à família Bolsonaro. Michelle é mulher do ex-presidente; Carlos e Jair Renan são filhos; e Renato Bolsonaro é irmão de Jair Bolsonaro. Já Fabiana Bolsonaro e Fão do Bolsonaro não têm parentesco com o ex-presidente, apesar do nome utilizado eleitoralmente.
Rogéria Bolsonaro (PL-SP), ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio e Carlos, concorreu a deputada federal pelo Rio de Janeiro e recebeu 65.496 votos, mas não conseguiu uma cadeira na Câmara.
Marcelo Bolsonaro (PL-SP), primo do ex-presidente, concorreu a deputado estadual em São Paulo e recebeu pouco mais de 8 mil votos, sem se eleger. Já Valéria Bolsonaro (PL-SP), mulher de Luís Oscar Bolsonaro, primo de Jair, tentava renovar seu mandato na Assembleia Legislativa paulista. Ela recebeu mais de 47 mil votos, mas ficou fora da próxima legislatura.
Vanessa da Silva (PL), conhecida como Negona do Bolsonaro, e Renato de Araújo Corrêa foram impedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE/RJ) de utilizar o sobrenome. Vanessa recebeu 6.353 votos e não foi eleita deputada federal, enquanto Renato recebeu 48.709 votos e ficou como suplente.