A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) foi recebida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nesta terça-feira (6), em Brasília. Ao registrar o encontro, Alckmin resumiu o momento da campanha com uma expressão popular: "onça vai beber água".
A frase é usada para se referir a uma hora decisiva, de grande cobrança, uma espécie de "momento da verdade". No caso, a brincadeira coincide com a missão que levou Ana Elisa a Brasília: discutir mudanças na estratégia digital do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições.
O encontro ainda teve um presente bem-humorado. Alckmin entregou à deputada eleita um par de meias estampado com desenhos de chuchus e lulas. O chuchu remete ao antigo apelido do vice-presidente, "picolé de chuchu", enquanto a lula faz referência ao presidente.
Ana Elisa viajou à capital para conversar com Lula sobre a atuação da campanha nas redes sociais. O movimento ocorre depois de a deputada eleita fazer um apelo público para que a esquerda reveja a forma como utiliza as plataformas digitais.
Aos 21 anos e com uma campanha construída principalmente nas redes, ela tenta convencer o PT de que a reação no segundo turno passa necessariamente por esse ambiente.
"É o momento de nós deixarmos realmente a ignorância de lado, calçarmos a sandália da humildade e entendermos que com a rede social a gente precisa sim aprender", afirmou Ana Elisa em vídeo publicado depois do primeiro turno.
Das redes para a Câmara
Antes da eleição, Ana Elisa já reunia cerca de 2 milhões de seguidores no Instagram e quase 1 milhão no TikTok. A campanha eleitoral foi estruturada principalmente nesse ambiente, estratégia à qual a própria petista atribui parte de seu desempenho.
Ela recebeu 524.219 votos e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados em sua primeira eleição.
Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, estudante de Direito e influenciadora digital, Ana Elisa terminou a disputa como a segunda candidata a deputada federal mais votada do Estado, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).
Agora, tenta levar para a campanha presidencial a experiência que a ajudou a chegar à Câmara.