O deputado federal André Janones (Rede-MG) reagiu neste domingo (11) à decisão do ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que determinou a suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp, após pedido apresentado pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Janones classificou a medida como censura, afirmou que o grupo reunia aproximadamente 3,3 milhões de seguidores e anunciou a intenção de transferir a mobilização para o Instagram. A decisão judicial foi fundamentada em indícios de descumprimento das regras da plataforma e de circulação reiterada de conteúdos anteriormente considerados irregulares pela Justiça Eleitoral.
"Pessoal, urgente, eles conseguiram, o canal Exército Lula sairá do ar em uma hora", afirmou Janones no início da gravação. O parlamentar pediu que seus seguidores compartilhassem o vídeo e apresentassem publicamente sua reação à medida. "Não é que se Flávio Bolsonaro foi eleito a censura vai ser instalada, já começou, a censura já começou", declarou.
Ao longo do vídeo, Janones afirmou que a suspensão não encerraria a atuação dos integrantes do "Exército do Lula". Segundo ele, a comunidade reunia cerca de 3,3 milhões de pessoas e continuaria organizada mesmo sem o canal de transmissão do WhatsApp.
O parlamentar também afirmou que teria sido impedido de criar outro canal e contestou a justificativa para a suspensão. "Eles me proibiram inclusive de criar outro canal, sem nenhuma argumentação, nenhuma, nenhuma", disse.