O canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores por volta das 17h50 desta sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno da eleição presidencial.
O número representa uma forte aceleração da mobilização digital promovida pela campanha petista nos últimos dias e foi alcançado horas antes do último debate entre os candidatos, marcado para a noite desta sexta-feira na TV Globo.
Na manhã desta sexta, quando o "Exército do Lula" tinha cerca de 9 milhões de seguidores, o parlamentar passou a convocar apoiadores para uma mobilização com o objetivo declarado de chegar aos 10 milhões antes do debate presidencial.
Durante parte do dia, Janones reduziu as publicações no espaço e condicionou a retomada das atividades à aproximação da meta. O crescimento chama atenção principalmente pela velocidade. Na terça-feira (20), o canal havia ultrapassado 6 milhões de seguidores.
Na quarta-feira (21), já reunia mais de 7,1 milhões. Na quinta-feira (22), passou da casa dos 8 milhões e, nesta sexta, avançou rapidamente de aproximadamente 9 milhões para os 10 milhões. Em três dias, portanto, o canal acrescentou cerca de 4 milhões de seguidores à sua audiência.
Guerra de decisões
O "Exército do Lula", canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), foi o principal alvo de decisões no Tribunal desde 11 de outubro. Na tarde desta sexta-feira, o canal somava 9,5 milhões de seguidores.
Nunes Marques determinou a suspensão do canal enquanto um pedido semelhante já era analisado pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia solicitado esclarecimentos antes de decidir.
Na sequência, Cueva mandou reativar a comunidade, por considerar insuficientes as provas para o bloqueio integral. A campanha de Flávio Bolsonaro contestou a medida, e Nunes Marques determinou nova apuração com urgência.
Após novas restrições, a campanha de Lula registrou o canal como propaganda eleitoral. Nunes Marques autorizou a retomada, mas estabeleceu um prazo de 48 horas para o restabelecimento.
Na quarta-feira (14), o ministro dispensou a espera e determinou a retomada integral do funcionamento, incluindo novas publicações e a entrada de seguidores. O canal voltou ao ar naquela noite.
A última decisão relacionada ao canal é da quinta-feira (22), quando Nunes Marques determinou que a Meta apresentasse, em até 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento.