Reeleito em uma virada histórica, o presidente Lula (PT) ampliou sua participação percentual na disputa com Flávio Bolsonaro (PL) em todas as 27 unidades da Federação no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). Com 99,79% das urnas apuradas, o petista somava 64.092.177 votos (51,76% dos válidos), contra 59.734.450 (48,24%) do senador. A principal mudança de liderança ocorreu em Minas Gerais, onde Lula passou à frente do adversário, que havia vencido no Estado no primeiro turno.
Em relação à votação final de 4 de outubro, Lula recebeu 10,2 milhões de votos a mais, enquanto Flávio acrescentou 3,6 milhões à sua votação. A diferença entre os candidatos, que havia sido de 2,2 milhões de votos a favor do senador, passou a ser de 4,4 milhões a favor do presidente. A mudança na distância entre os dois chegou a 6,6 milhões de votos.
No primeiro turno, Flávio havia recebido 56.104.503 votos (47,03% dos válidos), contra 53.879.538 (45,16%) de Lula. A diferença percentual, que era de 1,87 ponto favorável ao senador, passou a ser de 3,52 pontos favoráveis ao petista. A mudança de lado corresponde a 5,39 pontos percentuais.
Virada em Minas
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, registrou a principal mudança de liderança entre os dois turnos. No primeiro, Flávio havia conquistado 52,7% dos votos dados aos dois candidatos, contra 47,3% de Lula. Com 99,7% das urnas apuradas neste domingo, o petista aparecia com 50,4%, ante 49,6% do adversário.
A participação de Lula cresceu 3,1 pontos percentuais no Estado. A vantagem, que era de 5,4 pontos favoráveis a Flávio, passou a ser de 0,8 ponto para o presidente.
No Amapá, onde os candidatos estavam praticamente empatados no primeiro turno, Lula alcançou 52,9% dos votos válidos, contra 47,1% de Flávio. No primeiro turno, considerando apenas os dois finalistas, ambos tinham aproximadamente 50%.
Vantagem menor no Rio e em São Paulo
O Rio de Janeiro, Estado de origem política de Flávio Bolsonaro, registrou o maior deslocamento proporcional entre os candidatos. O senador passou de aproximadamente 57,4% para 53,1%, enquanto Lula avançou de 42,7% para 46,9%. A diferença caiu de cerca de 14,7 para 6,2 pontos percentuais.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio passou de 57,6% dos votos destinados aos dois candidatos no primeiro turno para 53,9% no segundo. Lula avançou de 42,4% para 46,1%.
Apesar da redução das diferenças, Flávio permaneceu à frente nos dois Estados. Também manteve a liderança no Paraná, em Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Roraima, entre outras unidades da Federação.
Lula amplia vantagem no Nordeste
No Nordeste, onde já liderava em todos os Estados no primeiro turno, Lula ampliou sua participação percentual. Em Alagoas, passou de 57,5% para 60,8%. Em Pernambuco, subiu de 67,1% para 69,2%, enquanto na Bahia passou de 69,8% para 71,3%.
O Piauí registrou a menor mudança entre os Estados. Lula, que havia recebido 74,7% dos votos destinados aos dois candidatos no primeiro turno, chegou a 75,9% no segundo. No exterior, onde a apuração estava em 95,1%, o petista alcançou 53,4%, ante 52,2% no primeiro turno.
O segundo turno também registrou queda na abstenção e nos votos brancos e nulos. A proporção de eleitores que deixaram de votar passou de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, redução de 1,87 ponto percentual. Entre os que compareceram às urnas, os votos em branco caíram de 1,84% para aproximadamente 1,12%, enquanto os nulos recuaram de 2,93% para 2,12%. Somados, brancos e nulos passaram de 4,77% para 3,24% dos votos registrados.
Como foi feita a comparação
A comparação nacional em números absolutos considera a votação final do primeiro turno e o resultado parcial do segundo, com 99,79% das urnas apuradas. Os percentuais nacionais são calculados sobre todos os votos válidos de cada turno.
Já a comparação por Estado considera exclusivamente os votos destinados a Lula e Flávio nas duas votações. Para isso, os percentuais do primeiro turno foram recalculados, excluindo os votos dos demais candidatos, e confrontados, em regra, no mesmo estágio de apuração de cada localidade.
As variações estaduais medem mudanças na participação percentual de cada candidato, não necessariamente aumento ou redução do número absoluto de votos. Também não permitem identificar a transferência individual de eleitores entre os turnos.
Os dados refletem a apuração parcial de 25 de outubro de 2026. Os percentuais do Distrito Federal e do exterior foram comparados em estágios de apuração ligeiramente diferentes, e pequenas discrepâncias entre os números apresentados decorrem de arredondamento.