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QUARTO MANDATO
Congresso em Foco
21/10/2026 | Atualizado 25/10/2026 às 21:25
Em uma virada histórica o presidente Lula foi eleito presidente da República neste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026. Com 98,25% dos votos apurados, Lula soma 63.049.525 votos (51,75%) ante 58.795.080 (48,25%) de Flávio Bolsonaro. Ele não pode mais ser ultrapassado. A vitória também contraria a maioria das pesquisas divulgadas na véspera, que apontavam a eleição de Flávio.
A disputa pela presidência chegou ao segundo turno depois de Flávio Bolsonaro e Lula terminarem nas duas primeiras posições no primeiro turno. Flávio avançou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença de menos de dois pontos percentuais levou os dois candidatos para uma disputa direta pela presidência.
Com a vitória, Lula tomará posse como presidente da República em 5 de janeiro de 2027. Ao lado do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, terá mandato até 5 de janeiro de 2031. O novo governo será responsável pela condução da administração federal e terá pela frente temas como economia, emprego e renda, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura e as relações do Brasil com outros países.
Do sindicato ao Planalto pela quarta vez
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, Pernambuco. Ainda criança, migrou com a família para São Paulo. Antes de entrar para a política, trabalhou como metalúrgico e formou-se torneiro mecânico pelo Senai.
Foi no ABC paulista que iniciou sua trajetória no movimento sindical, chegando à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1975.
No final da década de 1970, Lula ganhou projeção nacional ao liderar grandes greves. Em 1980, durante a ditadura militar, chegou a ser preso por 31 dias com base na Lei de Segurança Nacional. No mesmo período, participou da fundação do PT, ao lado de sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais. Também participou da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do movimento pelas Diretas Já.
Sua trajetória parlamentar começou em 1986, quando foi eleito deputado federal por São Paulo e participou da Assembleia Nacional Constituinte. Três anos depois, concorreu pela primeira vez à presidência da República, chegando ao segundo turno contra Fernando Collor. Voltou a disputar o Palácio do Planalto em 1994 e 1998, sendo derrotado nas duas ocasiões por Fernando Henrique Cardoso.
Depois de três tentativas, Lula foi eleito presidente em 2002 e assumiu o Palácio do Planalto em janeiro de 2003. Foi reeleito em 2006 e permaneceu no cargo até janeiro de 2011.
A trajetória de Lula também foi marcada pelas investigações da Operação Lava Jato. O petista foi condenado e chegou a ficar preso entre 2018 e 2019. Posteriormente, o STF anulou as condenações impostas pela Justiça Federal do Paraná ao entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos.
Em outro julgamento, a 2ª Turma do STF reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro, hoje governador eleito no Paraná, no processo relacionado ao tríplex do Guarujá.
Mais de uma década depois, retornou à presidência ao vencer a eleição de 2022 e iniciou, em janeiro de 2023, seu terceiro mandato como presidente da República. Agora, com feito histórico, permanece no Planalto para o quarto mandato.
Ao seu lado desde 2022, está Geraldo Alckmin (PSB). Médico, iniciou sua trajetória política em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, onde foi vereador e prefeito. Também exerceu os cargos de deputado estadual e deputado federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte. Foi governador e vice-governador de São Paulo, acumulando mais de uma década à frente do Palácio dos Bandeirantes. Alckmin também disputou a presidência da República em 2006 e 2018.
Na campanha, Lula apresentou propostas voltadas à manutenção e ampliação de programas sociais, à valorização do salário-mínimo, à geração de emprego e renda, à redução das desigualdades e à ampliação dos investimentos públicos.
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