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Na avaliação do líder do MBL, a repercussão pública de seu processo no TCU ajuda a dar visibilidade em sua campanha eleitoral. Foto: Pedro França/Agência Senado
As duas últimas semanas foram de extremos para a campanha presidencial de Sergio Moro. Por um lado, houve a quebra do sigilo de seu processo no Tribunal de Contas da União (TCU), que o investiga por supostos ganhos ilícitos na Operação Lava-Jato, levando os desdobramentos da investigação às capas de jornais. Por outro, o Movimento Brasil Livre (MBL) formalizou o apoio à sua candidatura, filiando seus principais líderes aos quadros do Podemos.
Entre os líderes que se juntaram ao mesmo partido que Moro está o deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP), que enxerga com bons olhos o processo no TCU. “É uma situação muito vantajosa para ele. Isso cria palanque, dá a ele o holofote para mostrar uma coisa boa para ele, que ele teve um ganho lícito em seu período em que trabalhou para o mercado privado”, analisou o deputado ao Congresso em Foco.
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MBL e Moro atuam juntos em conseguir potencializar a visibilidade deste processo. Para a sexta-feira (28), o movimento organiza a transmissão em que o candidato planeja revelar os valores obtidos durante o período em que trabalhou para a Alvarez & Marsal, empresa investigada no processo. “O Moro inclusive não vai enviar os valores formalmente ao TCU, justamente por considerar esse processo como um abuso”, indicou o parlamentar.
Kataguiri ainda considera que, com a visibilidade recebida, a postura de Moro de apresentar seus dados ao público pode ajudar na sua formação de imagem dentro da política. “Politicamente é importante mostrar tanto que ele é inocente do que é acusado quanto mostrar que ele é capaz de passar por esse escrutínio público, coisa que Lula e Jair Bolsonaro não são”.
Outro fato que o deputado considera que poderia beneficiar Moro seria a criação da CPI, cogitada por lideranças do PT, para investigar possíveis abusos cometidos em seus julgamentos na Lava-Jato. “A criação de uma CPI seria dar um microfone nacional para o Moro em um ano eleitoral”, declarou.