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Parte do União Brasil se posicionou contra Lula nas eleições, e fica insatisfeita com aliança. Danilo Forte já critica negociação de cargos. Foto: Divulgação
De olho em 2022 e com fundo eleitoral em quase R$ 1 bilhão, o União Brasil, partido em fase de criação e oriundo da unificação do DEM e do PSL, terá como foco principal as eleições para a Câmara dos Deputados e governos estaduais.
O presidente da futura sigla, Luciano Bivar, afirmou ao Congresso em Foco que as conversas sobre a corrida presidencial ainda estão em costura e que a preocupação, neste momento, é construir as bases para formar uma bancada representativa e eleger governadores.
"Nós estamos nos amoldando. Não só o União Brasil, mas também o PT. Nenhum dos partidos tem certeza de quem será seu candidato", disse.
Ainda de acordo com o presidente, a legenda terá como tom de discurso a reestruturação econômica do país e se pautará pelo viés liberal e projetos sociais.
"Nós pretendemos ter uma pauta efetivamente liberal, mas dentro de um estado público que caiba todos os programas sociais. Isso é a razão de ser União Brasil. Liberal não só na política, mas nos costumes e na economia", afirmou Bivar.
A expectativa é de que o novo partido tenha a homologação definida em fevereiro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Visamos fortalecer a presença do partido pelo Brasil para que assim possamos viabilizar a retomada da economia através do resgate das pautas liberais e sociais que o partido tanto vem defendendo. A eleição presidencial é claro que faz parte de tudo isso, mas ela representa apenas um braço de todo o projeto que o União Brasil tem para o nosso país", acrescentou o deputado Bozzella, atual líder do PSL na Câmara.
O novo partido ainda vislumbra a possibilidade de compor uma chapa com o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, filiado ao Podemos. Dirigentes da União pretendem lançar um nome para ser vice de Moro em 2022, o que ainda não há consenso. Entre os cotados para assumir o posto estão o próprio presidente da sigla, Luciano Bivar e Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde.
Os partidários do Podemos e União devem se reunir na primeira quinzena de janeiro para que haja novas negociações acerca da possível chapa ou apoio nas eleições.