O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nas redes sociais, nesta terça-feira (27), uma mensagem em que afirmava que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia deixado o Brasil a pé.
Pouco depois, editou a publicação para acrescentar a palavra "supostamente", diante da falta de confirmação sobre a saída do senador do país.
Na primeira versão, Nikolas questionou a segurança de brasileiros que se opõem ao governo, usando como exemplo a possível saída do candidato derrotado na eleição presidencial.
"Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa sair do país a pé, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?"
Na publicação seguinte, o deputado manteve praticamente toda a mensagem, mas acrescentou uma ressalva.
"Se um candidato a presidente que recebe 60 milhões de votos precisa (supostamente) sair do país, que segurança tem um cidadão comum que se opõe ao atual regime?"
A mudança retirou a referência à saída "a pé" e passou a tratar a viagem como uma possibilidade, e não mais como um fato confirmado. As duas versões circularam nas redes sociais em meio às especulações sobre o paradeiro do senador.
O que se sabe sobre a suposta fuga
Os rumores começaram após o portal argentino Infobae publicar que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina e pretendia seguir para os Estados Unidos em um avião particular.
A notícia surgiu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e ficasse proibido de deixar o Brasil.
Flávio afirmou na segunda-feira (26) que cumpriria a decisão e negou ter intenção de fugir. "Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração", declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
O prazo terminou às 11h desta terça-feira (27), sem que o parlamentar entregasse os documentos. A PF cancelou os passaportes brasileiros comum e diplomático de Flávio.
O senador, no entanto, tem cidadania italiana desde 2023 e direito a um passaporte do país europeu, que não pode ser cancelado pelas autoridades brasileiras.