O político democrata Isaiah Martin, adversário do presidente Donald Trump e candidato ao Congresso dos Estados Unidos pelo Texas, afirmou nesta terça-feira (27) que Flávio Bolsonaro seria deportado "no primeiro dia" caso os democratas assumam o controle político necessário para fazê-lo.
A declaração foi publicada em resposta a Simón Levy, aliado de Trump que afirmou que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos e estaria sendo protegido por uma operação americana. "Nós o deportaremos no primeiro dia. Na verdade, deveríamos deixar o Brasil pegá-lo no meio da noite, de helicóptero!", escreveu Martin em sua conta no X.
A manifestação acrescenta um novo componente político à ida de Flávio para os Estados Unidos. Enquanto aliados de Trump apresentam o território americano como um possível espaço de proteção para o senador brasileiro, um integrante do campo democrata defende publicamente sua retirada do país.
Isaiah Martin fez uma série de publicações que citam Flávio. "Eu não quero criminosos ilegais como os Bolsonaros em nosso país, pois eles buscam ser nada mais que sanguessugas às custas do contribuinte americano", descreveu em uma delas.
Flávio teria deixado o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibi-lo de sair do país. O senador havia afirmado publicamente que cumpriria a decisão e que "nunca" pensou em deixar o Brasil, mas os documentos não foram entregues dentro do prazo.
Na manhã desta terça-feira (27), advogados e aliados relataram que não conseguiam mais contato com Flávio, enquanto a PF passou a tentar identificar seu paradeiro e posteriormente cancelou seus passaportes brasileiros.
As primeiras informações indicaram que Flávio poderia ter cruzado a fronteira com a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos, embora autoridades argentinas tenham negado encontrar registro oficial de sua entrada no país.
Ao longo do dia, aliados confirmaram que ele havia deixado o Brasil com destino aos EUA, informação também confirmada por uma fonte do governo americano à Reuters. A rota utilizada para sair do território brasileiro e os documentos apresentados durante o deslocamento ainda não estavam esclarecidos.