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Flávio comemorou apreensão de passaporte de Lula em 2018

Em 2018, senador comemorou decisão judicial contra o petista; oito anos depois, deixou o Brasil após ser proibido pelo STF de viajar ao exterior.

28/10/2026
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil após ser proibido pelo STF de viajar ao exterior, comemorou em 2018 uma decisão judicial que determinou a apreensão do passaporte do então ex-presidente Lula (PT). Na ocasião, afirmou que a medida impediria o petista de fugir para escapar da prisão.

"Jair Bolsonaro avisou! Ainda não foi dessa vez que Luladrão fugiu para escapar da prisão!", escreveu Flávio no Twitter, atual X, em 25 de janeiro de 2018. A publicação foi resgatada nesta semana pelo humorista Antonio Tabet .

Há oito anos, Flávio celebrou a apreensão do passaporte de Lula nas redes sociais.Reprodução/X

Oito anos depois, o próprio Flávio deixou o país sem cumprir a ordem do ministro Alexandre de Moraes para entregar seus passaportes à Polícia Federal. Derrotado por Lula na eleição presidencial de domingo (25), o senador atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas, e embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos, após escala no Equador.

Lula entregou passaporte e recorreu

Em 2018, a apreensão do passaporte de Lula foi determinada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, no âmbito da Operação Zelotes, que investigava suspeitas de tráfico de influência na compra de caças suecos. A decisão ocorreu um dia depois de o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmar a condenação do petista no caso do tríplex do Guarujá.

Lula cancelou uma viagem à Etiópia, entregou o documento à Polícia Federal em 26 de janeiro e recorreu à Justiça. Em 2 de fevereiro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a devolução do passaporte por considerar insuficientes os fundamentos da restrição.

Flávio descumpriu ordem do STF

A proibição imposta a Flávio foi determinada em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, seu amigo. Moraes também proibiu o contato entre os dois, que negam irregularidades.

Na segunda-feira (26), Flávio criticou a decisão e prometeu cumpri-la. "Vou entregar os meus passaportes e me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar", declarou.

O prazo terminou às 11h de terça-feira sem a entrega dos documentos. Naquela noite, Flávio cruzou a fronteira em Foz do Iguaçu (PR), segundo confirmação da autoridade migratória argentina. Diferentemente de Lula em 2018, que cumpriu a determinação e obteve sua reversão na Justiça, o senador deixou o Brasil apesar da proibição judicial.

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