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Queiroga diz que vai "passear" com Bolsonaro no Tribunal Internacional

Durante encontro na Itália, Marcelo Queiroga disse ao diretor da OMS que iria "passear" no Tribunal Internacional de Haia com Jair Bolsonaro.

1/11/2021
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Para os secretários, demora de Queiroga em fornecer vacinas contra a Covid-19 para crianças configura violação éticaFoto: Walterson Rosa/MS
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, que irá ao Tribunal Penal Internacional de Haia a passeio com o presidente Jair Bolsonaro. Na conversa, Bolsonaro disse ao diretor da OMS que é o "único chefe de Estado do mundo que está sendo investigado, acusado de genocida". Queiroga diz em seguida: "Eu também. Vou com ele para Haia. Vamos passear lá", e todos gargalham em seguida. A fala ocorreu durante conversa de Bolsonaro com Adhanom em Roma, Itália, onde acontecem as reuniões de líderes da cúpula do G20. Também estava  presente no encontro o ministro Carlos França, das Relações Exteriores. A ironia do ministro Queiroga se refere aos desdobramentos da CPI da Covid, encerrada no Senado na semana passada. O relatório final aprovado, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou lista com 80 pedidos de indiciamento por crimes cometidos durante a pandemia no Brasil, incluindo os nomes de Jair Bolsonaro e Marcelo Queiroga. Foram atribuídos nove crimes a Bolsonaro e dois ao ministro da Saúde, no caso, de epidemia com resultado de morte e prevaricação. A cidade de Haia, na Holanda, é onde está a sede do Tribunal Penal Internacional, que tem jurisdição sobre mais 120 países, entre eles o Brasil. A Corte tem o papel de julgar indivíduos acusados de crimes contra a humanidade, crimes de guerra, genocídios e crimes ambientais em larga escala. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que pretende viajar para Haia, na Holanda, para entregar formalmente as acusações contra Bolsonaro por crimes contra a humanidade, entendido como crime internacional. > "Aras sabe das consequências de sua omissão", diz Simone Tebet > STF pede à CPI mais elementos para quebra de sigilo de Bolsonaro
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