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[fotografo]Tânia Rêgo/Agência Brasil[/fotografo]
Dos 36 candidatos que disputam o segundo turno nas 18 capitais brasileiras, apenas oito fizeram uso do financiamento coletivo, as chamadas “vaquinhas” ou crowdfunding eleitorais. Destes, Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D’ávila (PCdoB) receberam as maiores quantias até o momento, segundo levantamento do Congresso em Foco a partir de prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Boulos recebeu R$ 1.082.806 dessa forma, o que representa 20,3% das receitas declaradas por sua campanha até este domingo (22). O financiamento coletivo só permite doações até o limite de R$ 1.064 por dia. Acima disso, as pessoas físicas devem optar por transferência eletrônica direta ao candidato.
Com mais de R$ 3 milhões recebidos de pessoas físicas, Bruno Covas lidera nessa forma de contribuição, que, pelas regras eleitorais, permite doações de somas mais vultosas. Ele também recebeu mais de R$ 15 milhões através de repasses de recursos públicos. A soma de recursos que o tucano arrecadou por meio do financiamento coletivo é irrisória (R$ 31.348, ou 0,17%).
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Manuela D’ávila, candidata à prefeitura de Porto Alegre (RS), recebeu R$ 48.959 de financiamento coletivo, a segunda maior quantia entre os postulantes que foram para o segundo turno nas capitais. Seu adversário na disputa, Sebastião Melo (MDB), não fez uso da modalidade.
Apesar de o valor ser o segundo maior entre os candidatos que utilizaram a ferramenta, no caso de Manuela a vaquinha representa menos de 1% de suas receitas de campanha. Isso porque a maior parte (96%) veio de recursos públicos. Além disso, R$ 347.410 (6,9%) vieram diretamente de pessoas físicas.
Aprovada pelo Congresso Nacional na minirreforma eleitoral de 2017, a modalidade de financiamento coletivo foi uma das formas encontradas para aumentar as captações de recursos depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais as doações de empresas para campanhas eleitorais.
A vaquinha eleitoral foi adotada pela primeira vez nas eleições gerais de 2018. Portanto, candidatos a vereador e prefeito estrearam esse instrumento em 2020.