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VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS
Congresso em Foco
1/2/2026 17:29
O ataque de adolescentes que resultou na morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis no início de janeiro, levou milhares de pessoas às ruas em diferentes regiões do país neste domingo (1º). As manifestações cobraram a responsabilização dos envolvidos no caso e medidas mais duras contra maus-tratos a animais. Em parte dos atos, os participantes também associaram o episódio a debates mais amplos, como a redução da maioridade penal e o impacto da violência disseminada em ambientes digitais.
Na capital paulista, a mobilização aconteceu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, a partir das 10h. Após a concentração inicial, os manifestantes iniciaram uma caminhada pelo local. Cartazes, faixas e imagens de Orelha marcaram o protesto, que também reuniu tutores acompanhados de seus cães. Os participantes entoaram palavras de ordem contra a naturalização da violência e exigiram justiça no caso.
O ato em São Paulo reuniu ativistas da causa animal, parlamentares e artistas. A primeira-dama da cidade, Regina Nunes, participou da manifestação e publicou registros nas redes sociais. "Os animais não falam, eu sou a voz deles", escreveu. A ativista Luisa Mell, conhecida nacionalmente pelo trabalho de resgate e proteção de animais, também esteve presente.
No Rio de Janeiro, o primeiro protesto teve início no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória. Um segundo ato foi programado para o período da tarde, com concentração no Posto 2 de Copacabana e caminhada até o final da Praia do Leme.
Em Florianópolis, cidade onde ocorreu o crime, a manifestação reuniu participantes no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte. Faixas, cartazes e gritos de "justiça por Orelha" marcaram o ato, que contou com trio elétrico e percorreu a região central da capital. Muitos manifestantes levaram seus animais de estimação. A mobilização terminou por volta do meio-dia.
Além da capital, protestos também foram registrados em outras cidades de Santa Catarina, como Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma e São José. Registros publicados nas redes sociais mostram grupos reunidos cobrando rapidez nas investigações.
Mobilização em outras regiões
No Distrito Federal, o protesto ocorreu ao lado do ParkDog, no Sudoeste, e reuniu cerca de 300 pessoas, segundo os organizadores. Batizado de "cãominhada", o ato foi liderado pela Associação ApDog e contou com apoio do Detran e da Polícia Militar na organização e segurança do trajeto.
No Rio Grande do Sul, manifestantes se concentraram no Parque da Redenção, em Porto Alegre, em ato organizado por uma organização de defesa animal. Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, o protesto ocorreu no Parque dos Macaquinhos, com participantes vestidos de preto e portando cartazes pedindo punição para crimes de maus-tratos.
No Norte do país, cerca de uma centena de pessoas participou de um ato em frente ao Palácio Rio Branco, sede do governo do Acre. Em Belém, protetores de animais e moradores se reuniram em frente ao Mercado de São Brás para dar visibilidade nacional ao caso ocorrido em Santa Catarina.
Cidades do interior de São Paulo, como São José do Rio Preto e Araçatuba, também registraram manifestações organizadas por ONGs e protetores independentes, com atos em praças e em frente a prédios públicos.
Entenda o caso
Orelha era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, área turística e valorizada de Florianópolis, e era cuidado por moradores da região. No dia 4 de janeiro, ele foi encontrado em estado grave e levado a atendimento veterinário. Um laudo indicou que o animal sofreu um forte golpe na cabeça com um objeto contundente, o que levou à indicação de eutanásia.
A Polícia Civil de Santa Catarina apura o caso e, inicialmente, investigou a possível participação de quatro adolescentes. Um deles foi descartado da apuração por ausência de vínculo com o crime. Por se tratar de menores de idade, informações como nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgadas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Os investigadores analisam atualmente cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança instaladas na região. Embora não exista gravação do momento exato da agressão, a polícia avalia que outros episódios registrados no mesmo período podem contribuir para o esclarecimento do crime.
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