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A economia é cíclica. A dicotomia entre público e privado avança ou recua em consonância com a conjuntura social e ciclos econômicos.
A história das telecomunicações no Brasil é um bom exemplo disso. O telefone chegou ao Brasil pelo entusiasmo do Imperador Dom Pedro II, que concedeu a Outorga para a exploração do primeiro serviço de telefonia. A Companhia Telefônica do Brasil foi fundada em 1880, em Boston (EUA).
Em 1956, a empresa foi nacionalizada. Telerj e Telesp foram sucessoras da Companhia Telefônica Brasileira que fizeram parte do sistema Telebras, que foi o clímax do controle estatal sobre o setor.
A partir de 1995, com a Emenda Constitucional nº 5, Lei mínima e a privatização do sistema Telebras, a iniciativa privada retorna como principal investidor do setor.
Na visão deste articulista, a abertura ao capital privado e a organização do setor realizada pela Lei Geral de Telecomunicações – LGT (Lei 9.472/1997) foram os principais gatilhos para a vigorosa expansão do setor, com as profundas alterações que vivenciamos até hoje.
Porém, já se passaram mais de 20 anos daqueles marcos históricos, uma verdadeira eternidade em um setor tão dinâmico em termos de tecnologia e relacionamento entre seus participantes. O modelo está se exaurindo e até a moderna LGT precisa ser atualizada.