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O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes [fotografo] Pedro França/Agência Senado [/fotografo].
O Congresso em Foco entrou na noite de ontem (terça, 16) com interpelação judicial contra o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), para que esclareça a afirmação de que este site publicou matéria “encomendada por um grupo político da capital de MT, conhecido de longa data e até o presente momento por estar desviando dinheiro público”.
A acusação consta de nota atribuída ao governador, distribuída pelo WhatsApp e reproduzida por veículos locais daquele estado. A autoria do texto foi confirmada a este site por Laice Souza, assessora de comunicação do governador mato-grossense (veja no final deste texto a íntegra da nota).
Mauro Mendes tenta desqualificar a reportagem “Exclusivo: governador de MT é acusado de receber propina”, publicada no último dia 10. Assinada pelos jornalistas Lázaro Thor Borges e Pablo Rodrigo, ela seguiu os melhores procedimentos do bom jornalismo e está integralmente amparada na delação do empresário Mario de Queiroz Galvão, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato.
Também foi respeitado o princípio do contraditório, garantindo a Mauro Mendes todo o espaço para se manifestar sobre o assunto. Ele negou ter recebido propina e alegou que desconhecia a delação. Conforme o empreiteiro, Mauro Mendes recebeu R$ 1 milhão em propina e pediu outros R$ 6 milhões, por meio de terceiros.
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Funciona assim: alguém escreve, arrumam uns sites e parceiros para publicar e depois contratam pessoas e robôs para ficar postando nas redes sociais.
Irei processar a todos. Nunca tive conhecimento de existência da suposta delação e se esta narrativa existe é uma grande mentira. Se a Galvão fez alguma doação a campanha e ao partido em 2012, isto era totalmente legal até 2014. Somente agora em 2020 dizer que algo feito de forma legal e declarada seria propina?? Isso é safadeza e deixa evidente a clara tentativa de manipulação dos fatos e da verdade, criando uma história mentirosa, com único objetivo de tentar manchar minha imagem.
Cabe esclarecer que, em 2015, sob minha gestao, a Galvão perdeu o contrato de concessão da CAB Cuiabá, pela pessima prestacao dos sevicos, pela falta de agua e diversos outros descumprimentos contratuais.
Se a Galvao relatou estes fatos mentirosos, deve ter feito em represália a correta postura da prefeitura em defesa dos cuiabanos. A verdade é que, como prefeito de Cuiabá e em toda minha vida publica, não tenho nenhuma mancha sobre nossa conduta e não existe nenhum processo de improbidade ou de má utilização de dinheiro público.
Sempre tivemos uma atuação correta e honesta. Diferente do grupo politico que armou esta farsa, pois nos quatro cantos de Cuiabá escutamos relatos de desvio de dinheiro publico, sendo praticados
por vários de seus integrantes. Sempre acreditei e continuo acreditando no Ministerio Público estadual e federal, nos órgãos de controle e que esta quadrilha será desmascarada, seus crimes apurados e terão as devidas penas legais."
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