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Deputados do Centrão [fotografo] Luis Macedo / Agência Câmara [/fotografo].
Congressistas do PSD, PL, Republicanos e PP ouvidos pelo Congresso em Foco foram unânimes ao dizer que o vídeo da reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro teria pedido que fosse feita uma interferência no comando Polícia Federal do Rio de Janeiro não vai fragilizar a relação que está sendo construída entre o governo e os partidos do bloco.
A avaliação de todos os consultados pelo site é que é cedo para avaliar o impacto do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte apura as denúncias feitas pelo ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF.
>Com relatos de vídeo devastador, parlamentares e Moro pressionam por divulgação
Um deputado do Republicanos afirma que no momento não cabe ao Poder Legislativo se posicionar sobre a pertinência ou não da abertura de um eventual processo de impeachment contra Bolsonaro. Ele não descarta, porém, a deflagração desse processo, inclusive com apoio do Centrão. Mas isso, segundo ele, dependerá da conclusão das investigações do Supremo. Para o congressista, o pontapé do impedimento do presidente deve partir do Poder Judiciário, e não do Congresso.
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"De certa forma o governo se fragiliza com isso inevitavelmente. Agora é diferente do que aconteceu no impeachment da Dilma e do Collor, a movimentação partiu da sociedade, fruto da economia. O processo de impeachment agora, surgindo, ele surge do Supremo Tribunal Federal. A gente tem que aguardar de fato como vai ser a postura do STF e do procurador geral da República de como vão ser essas denúncias do Moro".
Um integrante do PP reconhece que as acusações feitas por Moro compõem um “fator complicador”, mas diz que o que afeta mais o governo neste momento é o modo como Bolsonaro gerencia a crise do coronavírus. “Estamos quase com 12 mil mortos, qual vai ser o resultado disso? Imagina se der uma crescente nisso, vai terminar com quanto?”.
“[O inquérito do STF] Ainda vai ser apurado, ter versão para lá, para cá, o desfecho disso é relativo, é uma coisa que tem versões que vão ser discutidas de um lado e de outro. Essa coisa [a pandemia] não, não são versões, vai ser uma realidade muito dura”.
Um senador próximo de Bolsonaro também defende que a apuração do STF precisa ser aguardada, mas minimiza as revelações feitas por Moro até agora.
"Tem que esperar o desdobramento para ver se tem alguma coisa séria nesse vídeo, se vai ter alguma repercussão, como o Supremo vai entender isso, é muito cedo para emitir opinião. Acho que o Moro deu um tiro muito fraquinho, pensei que tinha alguma coisa bombástica, achei que tivesse algo muito grave, mas foi um tiro de festim", disse.