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Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, no início de 2019. [fotografo]Alan Santos/PR[/fotografo]
Agentes do mercado financeiro ficaram em polvorosa na noite de terça-feira (18) após vir a público a informação de que o ministro Paulo Guedes havia ameaçado deixar o Ministério da Economia. A informação revelada pelo Congresso em Foco dava conta de que Guedes se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com a intenção de pedir demissão do cargo. O ministro, entretanto, foi demovido da ideia pelos colegas Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), o que fez com que o mercado operasse sem sobressaltos nesta quarta-feira (19).
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Ainda que tenha havido a possibilidade real de o ministro deixar o cargo na noite de terça-feira, o mercado segue acreditando piamente na permanência de Guedes no governo Bolsonaro.
Analistas apresentaram leituras semelhantes do fato ao Congresso em Foco, nesta quarta-feira. A tese predominante é de que ainda que Paulo Guedes tenha demonstrado insatisfações com o presidente, Bolsonaro não pode agir de modo impetuoso com o ministro da Economia, um dos principais avalistas e figura imprescindível de seu governo.