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Deputados da bancada da Segurança Pública participam de inauguração de exposição
Deputados ligados à área da segurança pública inauguraram no fim da tarde desta terça-feira (4) uma exposição enaltecendo a polícia militar (PM). A mostra acontece no mesmo lugar em que a classe foi criticada pelo genocídio negro, em novembro do ano passado.
> Conselho de Ética instaura processo contra Coronel Tadeu
A inauguração contou com a presença do deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), responsável por quebrar uma placa da exposição Resistir no Brasil, que exaltava a existência e resistência negra no país. A imagem destruída era uma ilustração em que aparecia um jovem negro assassinado por um policial.
"Uma exposição que trazia uma charge denegrindo a imagem do policial, e eu arranquei aquela charge da parede e, na sequência, quebrei o cartaz. Isso não é segredo para ninguém. Houve, realmente, um momento de conflito de opiniões", afirmou.
De acordo com Tadeu, a exposição inaugurada hoje não se trata de "uma resposta, muito menos de uma revanche". " Nós estamos mostrando, nada mais, nada menos, o que a sociedade brasileira já conhece. Através de fotos e vídeos vocês terão registro do que são 600 mil policiais militares neste Brasil", completou.
O deputado, que sofreu muita pressão da bancada negra do Congresso na época, além de ser alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara, agradeceu aos parlamentares que estiveram ao lado dele naquele "momento absolutamente tenso". Ele agradeceu também ao presidente da casa Rodrigo Maia (DEM-RJ), "que foi o mediador e o construtor" da exposição.
Também presente no evento, o deputado João Campos (Republicanos-GO) afirmou que a exposição é uma "forma inteligente de responder o episódio desagradável". Ele afirmou também que o Brasil passa por uma transformação, para valorizar mais os agentes de segurança. "Estabelecemos um novo tempo. Um tempo onde o governo e a sociedade passa a ver o policial como agente do bem", comentou.
Já o deputado Da Vitoria (Cidadania-ES) afirmou que a exposição é um "marco histórico" que demonstra que a sociedade tem "amadurecido e escolhido pessoas que possam apresentar bem o seu país". De acordo com ele, os parlamentares fazem uma resposta à exposição Resistir no Brasil "com maturidade".