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A cidade de Maceió vive mais uma situação de emergência por causa de uma mina da Braskem
Foto: Reprodução/Instagram
Em julho de 2023, a prefeitura de Maceió, sob o comando de João Henrique Caldas (PL), assinou um acordo de R$ 1,7 bilhão com a Braskem pelo afundamento de bairros da capital. O acordo indica a quitação da mineradora de forma "geral, integral, irrevogável e irretratável" pelos afundamentos causados pela extração de sal-gema.
Segundo o documento, a quitação é por "quaisquer danos" causados pela atividade mineradora. Em outro trecho, o acordo indica ainda que a reparação inclui custos presentes e futuros para a reparação pelo crime ambiental.
Apesar da menção a custos futuros, há uma cláusula que indica a possibilidade de se discutir novamente os impactos em Maceió. A discussão seria "de boa-fé", segundo o acordo, e "exclusivamente no caso de aumento significativo" do mapa de impacto. Não é indicado qual seria considerado um aumento significativo.
Segundo a prefeitura de Maceió, o acordo de R$ 1,7 bilhão "limitou-se, exclusivamente, à área situada no território de Maceió, não impedindo, por óbvio, que o estado de Alagoas ou mesmo outros municípios, que se sintam prejudicados pela tragédia, busquem seus direitos na Justiça".
Ao Congresso em Foco, o gabinete da prefeitura de Maceió afirmou que o acordo firmado em julho de 2023 não impede que novos valores sejam negociados com a Braskem para reparar novos danos, como os registrados agora na capital alagoana. Leia a nota ao fim desta reportagem.
A Braskem também foi questionada sobre esse tema do acordo com a prefeitura da capital alagoana, mas não retornou o Congresso em Foco até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
A situação em Maceió se agravou nos últimos dias, com risco iminente de colapso de uma mina da Braskem no bairro do Mutange. Segundo a atualização da Defesa Civil até às 9h desta segunda-feira (4), a mina já afundou 1,77 metro nos últimos dias.
No domingo (3), o Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas afirmou que o prefeito João Henrique Caldas só pediu informações sobre o impacto ambiental dos afundamentos ao órgão agora "com três anos de atraso", em relação ao acordo fechado com a Braskem.
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