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Ministro da Educação diz priorizar amigos de pastor em repasse de verbas

Segundo o ministro da Educação, a prioridade é atender prefeituras que tenham pedidos de liberação de verba negociados por Gilmar Santos

22/3/2022
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Parte da bancada avalia que Milton Ribeiro confirmou sua inocência, e outra parcela considera que exoneração foi para proteger Bolsonaro. foto: Luis Fortes/MEC
Em encontro com prefeitos, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o governo prioriza amigos de pastor a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). A conversa foi gravada e revelada em reportagem do jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (22). Segundo o ministro, a prioridade é atender prefeituras que tenham pedidos de liberação de verba negociados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que integram suposto gabinete paralelo dentro do Ministério da Educação. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz Ribeiro durante a reunião. A verba em questão seria de recursos provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e distribuída às prefeituras para obras de creches, escolas, quadras ou a compra de equipamentos. Em troca da liberação facilitada dos recursos, os prefeitos devem construir igrejas em seus municípios. “A minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar. (…) Então, o apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção das igrejas”, diz Ribeiro na gravação. Desde o começo do ano passado, Gilmar Santos e Arilton Moura, controlam a agenda do ministro Milton Ribeiro, articulam encontros de prefeitos no MEC. O resultado dos encontros é o pagamento ou empenho de recursos de R$ 9,7 milhões, a serem repassados semanas após. Isso acontece porque os recursos são pagos sem antes seguirem o protocolo habitual, que envolve assinatura de termos de compromisso e contratos. Ao menos 48 municípios foram contemplados após encontros com pastores entre os primeiros meses de 2021 até agora, sendo 26 deles com recursos próprios do FNDE – o restante recebeu dinheiro de emendas do orçamento secreto.
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