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CPI completa seis meses de atividade no dia 27 de outubro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O relatório final da CPI da Covid vai à votação nesta terça (26) e a expectativa é de mais alterações no texto, lido na semana passada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A principais mudanças devem ocorrer na lista de pedidos de indiciamento, com a inclusão de novos nomes. Entre eles está o do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSL-AM), alvo de uma solicitação de complemento apresentada nesta segunda (24) pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM).
O parlamentar amazonense relaciona contra Lima o cometimento dos crimes de epidemia com resultado de morte, prevaricação, responsabilidade, crime contra a humanidade e improbidade administrativa.
Braga também acusa o ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo de falso testemunho, crime contra a humanidade e prevaricação.
Além do documento apresentado por Eduardo Braga, a CPI também vai receber propostas alternativas dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE), os dois últimos integrantes da base governista.
A proposta de relatório do senador Alessandro Vieira difere do de Renan principalmente no número de pedidos de indiciamento. Vieira sugere uma lista com 17 pessoas, além do nome de Jair Bolsonaro, contra os 65 pedidos de indiciamento relacionados por Renan, mais o do presidente.
No caso do texto elaborado por Marcos Rogério é pedido que se investigue todos os gestores de saúde de estados e municípios, bem como governadores e prefeitos. O documento no governista, porém, nega qualquer corrupção por parte do governo federal.
O complemento a ser apresentado por Girão vai na mesma linha do de Marcos Rogério, mas a expectativa é de que ele trate da suspeição do relator, Renan Calheiros.
Os votos em separado serão lidos na reunião também da terça e a previsão é de que não haja sessão plenária no Senado, o que permite aos integrantes da CPI estenderem o tempo de discussões e votação.