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Bolsonaro orientou às Forças Armadas "comemorações devidas" sobre o golpe de 64[fotografo]Marcos Corrêa/PR[/fotografo]
Ao trocar o comando do Ministério da Defesa, que abriga as Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro se isola ainda mais da cúpula militar. A demissão do general Fernando Azevedo e Silva se deu após meses de desgastes na relação com Bolsonaro.
De um lado, o presidente há meses cobrava do ministro alinhamento político das Forças Armadas ao seu governo. A cobrança incluiu até mesmo a retirada do general Edson Leal Pujol do comando do Exército. Porém, o Congresso em Foco apurou que, assim como Azevedo já defendia, é unânime nos comandos da Marinha, Aeronáutica e Exército o movimento de blindar a instituição e de não se associar a qualquer governo.
Entre os pontos de atrito, chegou a constar o desejo de Bolsonaro de, por meio de decreto, alterar regulamento do Exército para permitir a promoção do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, de três para quatro estrelas. Pela regra atual, um general de Divisão, intendente, como Pazuello só pode ser alçado até três estrelas.