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Jaques Wagner foi confirmado relator da MP 1154. Foto: Agência Senado
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, afirmou em entrevista ao Congresso em Foco que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin de anular os processos contra Lula na Lava Jato do Paraná e remetê-los para o Distrito Federal é algo a se comemorar.
No entanto, ele disse que não deve ser feito um adiantamento da escolha da candidatura do PT em 2022. Sem os processos, não há impedimentos legais para que Lula concorra ao Planalto.
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"É muito recente a notícia, evidentemente as pessoas estão comemorando, não como partidária, mas como amigas dele e como defensoras de que se anule um processo eivado de erros e falhas. Acho que nem deu tempo para raciocinar até porque ele não disse que ele é inocente, ele disse que o fórum não era lá, essa decisão podia ser muito anterior, se o fórum não era lá não era para ter sido preso. Mas ainda que tardia, vale a verdade. Vai mandar para o Ministério Público, em São Paulo ou Brasília para saber se querem ou não oferecer denúncia", declarou.
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"É uma decisão dele, você só é candidato se quiser, eu acho que ele quer e uma vez estando desobstruído, creio que ele será, mas estou insistindo que é uma decisão dele e não acho que no momento é o que ele está correndo atrás".
Para o senador da Bahia, o foco político em 2021 deve ser o enfrentamento ao coronavírus. "Eu continuo achando que 2021 é o ano de trabalhar pelo auxílio emergencial, pela vacina, pela volta do emprego. Está muito longe, isso ainda tem muita coisa para acontecer, ninguém sabe como vai estar a economia. Eu sinceramente não recomendo adentrar a agenda eleitoral".