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Governo restringe exportação de seringas, mas importa dez vezes o que vende

4/1/2021
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Escolha de empresa inexperiente para fornecimento logístico na vacinação comprometeu resultado, avaliam parlamentares [fotografo] Elza Fiuza/Agencia Brasil [/fotografo]
O Ministério da Economia restringiu a venda de seringas para o exterior, em um último esforço para garantir o insumo no país. A medida, publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (31) e com validade a partir do dia seguinte, inclui as seringas em uma lista de itens no combate à covid-19 que precisam de autorização excepcional para a exportação, tais como ventiladores e luvas. A medida pode, porém, se revelar pouco eficaz: dados do Comex Stat, do Ministério da Economia, apontam que o Brasil exportou US$ 4,2 milhões de dólares em seringas e outros tipos de agulha, mas importou US$ 49,4 milhões de dólares dos mesmos itens. O Ministério da Saúde disse que atendeu a um pedido do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), e confia que a decisão trará efeito. “Dessa forma, a pasta garantirá os insumos necessários para, somando às necessidades habituais do SUS, viabilizar a ampliação da oferta de seringas e agulhas para atender ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19”, escreveu, em nota. A medida ocorreu uma semana após o governo não conseguir licitar a compra de 331 milhões de seringas, essenciais para a vacinação contra a covid-19: o Ministério da Saúde conseguiu comprar menos de 3% do esperado. > Rio vai contratar leitos da rede privada para pacientes com covid-19 > Brasil passa de 196 mil mortos por covid-19
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