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Jogadores paralímpicos do futebol de 7 fazem aclimatação para as Paraolimpíadas no Centro de Treinamento do São Paulo Futebol Clube. [fotografo]Rovena Rosa/Agência Brasil[/fotografo]
O Plenário da Câmara aprovou nesta quinta-feira (16) o projeto que concede ajuda emergencial de R$ 1,6 bilhão ao setor esportivo enquanto estiverem vigentes as medidas de isolamento ou de quarentena (PL 2824/2020). A matéria seguirá para análise do Senado Federal.
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O projeto é de autoria do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), que defendeu a necessidade de resguardar os atletas durante a pandemia. “O orçamento do Governo Federal para o setor foi de R$ 595 milhões neste ano. Estamos aprovando um valor quase três vezes maior. Estamos dando voz a um setor que educa, que disciplina, que inclui socialmente e que resgata crianças e adolescentes das ruas. É um momento histórico”, disse ele.
Sob relatoria do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), o texto foi modificado para incluir um auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores da área pelo período de três meses. Terão acesso ao benefício atletas, paratletas, técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, massagistas, árbitros, de qualquer modalidade, sendo profissional ou não.
Como condição para recebimento do auxílio, o trabalhador deverá ter atuado no esporte nos dois anos anteriores, não podendo ter emprego formal ativo nem ser beneficiário de outro programa assistencial ou previdenciário e comprovar renda individual de meio salário mínimo por mês ou renda familiar de até três salários mínimos.
O trabalhador deverá comprovar inscrição em cadastros de esporte, sendo permitida a inclusão nos cadastros de forma autodeclaratória ou documental. Assim como no auxílio concedido a trabalhadores informais, mães solteiras também poderão receber duas cotas (R$ 1.200).
“O esporte nacional pede socorro, está falindo. As atividades esportivas, de toda natureza, de todas as modalidades — profissionais, não profissionais, olímpicas, paralímpicas, iniciantes —, não foram normalizadas. E não há como serem retomadas porque a pandemia está fora de controle”, disse Frota. Ele ressaltou que se reuniu com as 35 confederações do esporte e com os 27 secretários estaduais do Esporte.