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[fotografo] Arquivo/ Agência Brasil [/fotografo]
Por Délio Lins e Silva Júnior*
A frase do estrategista de Bill Clinton não sai da minha cabeça enquanto vejo a gritaria e o desespero se tornarem os protagonistas da relação entre os poderes no Brasil. Uns acham que é a esquerda, outros que é a direita, outros, ainda, que é o Centrão. Eu fico com o estrategista: é a economia, estúpido.
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Já recebi três relatórios de consultorias famosas falando sobre o futuro das empresas e do ambiente de negócios e todas chegam à mesma conclusão: sai da crise melhor a organização que for resiliente e que conseguir se adaptar mais rapidamente à nova realidade. Isso é verdade para as empresas, e é verdade para nossas instituições também.
Não estamos precisando de mais ameaças na imprensa e nem de fantasias macabras com o retrocesso da democracia. Estamos precisando salvar vidas e preservar ao máximo nossa já combalida economia. E não venham dizer que trata-se de uma “escolha de Sofia” porque política nunca reagiu bem a argumentações binárias. Vamos ser honestos: política é a arte de abraçar a tarefa impossível de fazer concessões e acomodar divergências para providenciar o melhor amanhã possível.