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Plenário do Congresso [fotografo]Marcos Oliveira/Ag. Senado[/fotografo]
Uma combinação de fatores deve atrasar o envio da reforma administrativa ao Congresso. Parlamentares ouvidos pelo Congresso em Foco aconselham o presidente a não encaminhar o texto neste momento por considerarem o momento desfavorável para a proposta. Defendem que o Planalto encaminhe primeiro a reforma tributária. Há expectativa, entre deputados e senadores, que o presidente Jair Bolsonaro segure uma vez mais a proposta.
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A reforma que, segundo o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, deveria ser apresentada nesta semana corre o risco de ser mais uma vez adiada. A resistência de parlamentares a mudanças nas regras do funcionalismo, a proximidade dos protestos contra o Parlamento, marcados para o domingo (15), o mal-estar criado por Bolsonaro com os parlamentares e a falta de uma definição mais clara do governo sobre o assunto são alguns dos motivos que tornaram incerta a entrega da reforma.
“Não tem data oficial ainda”, disse uma fonte do Ministério da Economia que discute o assunto. Parlamentares ligados ao governo afirmaram ao Congresso em Foco que a prioridade do dia é concluir a votação de vetos e do orçamento impositivo e que desconhecem a data em que o texto será entregue aos parlamentares.
“O governo já tem a proposta preparada. A apresentação deve ser enviada em breve. O ministro Paulo Guedes vai acertar com o presidente quando será enviada”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara Coronel Armando (PSL-SC). “Acho que não deveria adiar. É um assunto que tem de ser tratado e adiar retarda a aprovação”, acrescentou.