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Amazônia
A semana foi de novos contratempos para a política ambiental do governo Bolsonaro. Enquanto o governo tentava convencer a comunidade internacional a fazer aportes na Amazônia durante a COP25, o Inpe revelou mais um recorde no avanço do desmatamento e o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu levar a julgamento o pedido de impeachment do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Além disso, duas personagens criticadas pelo presidente Jair Bolsonaro, tiveram o trabalho ambiental reconhecido mundialmente: a jovem ativista Greta Thunberg, eleita personalidade do ano pela Revista Time depois de ser chamada de pirralha pelo presidente brasileiro, e o pesquisador Ricardo Galvão, que ficou no rol de dez cientistas mais influentes do ano da Revista Nature após ser demitido do Inpe por Bolsonaro.
>Demitido do Inpe, Galvão é escolhido um dos 10 cientistas do ano pela revista Nature
Galvão espera, então, que o presidente Bolsonaro compreenda todos esses "recados" e perceba a necessidade de mudar o posicionamento do governo em relação à preservação ambiental. Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o ex-diretor do Inpe faz novas denúncias sobre o desmanche da política ambiental brasileira, mas também brinca com o fato de o mundo estar reconhecendo quem é alvo de críticas no governo. "Parece que o presidente Bolsonaro tem uma lança de ouro. Todo mundo que ele ataca é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho".
O ex-diretor do Inpe ainda revela que a Revista Nature, que vai premiar os destaques do ano na ciência mundial na próxima terça-feira (13), o alçou ao rol de cientistas mais célebres do ano porque reconhece a qualidade da ciência brasileira, mas também como uma forma de protesto ao "movimento de obscurantismo e negacionismo" das questões científicas que vem sendo observado em diversos lugares do mundo.
Confira a entrevista com Ricardo Galvão:
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