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O Movimento Brasil Livre (MBL) vai se reunir com seus advogados para estudar quais medidas podem ser tomadas depois da briga dessa quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O movimento - que tem como um de seus ativistas o deputado estadual Arthur do Val (sem partido), que discutiu com sindicalistas e deputados que protestavam contra a votação da reforma da Previdência na Alesp - diz que essa confusão é o ápice de um movimento maior de perseguição. Por isso, promete prestar queixa na polícia e analisar novas medidas de segurança para o escritório do MBL em São Paulo.
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Coordenador nacional do MBL, Renan Santos admitiu ao Congresso em Foco que Arthur do Val "exagerou um pouco". Mas disse que o deputado reagiu à plateia, que estava ameaçando-o de morte. "Eles estavam gritando 'uh, vai morrer'. Ele perdeu a cabeça, exagerou um pouco sim. Mas o que estava rolando era um absurdo. O cenário que estava tendo ali era sindicalista pulando vidro, xingando. É a mesma turma que falou que o Holiday ia morrer", reclamou Renan Santos, fazendo referência ao caso do vereador Fernando Holiday, que é ligado ao MBL e teve o gabinete atingido por um tiro durante um protesto contra a reforma da Previdência na Câmara Municipal de São Paulo.
"É a continuação de um processo de enfrentamento, em que uma turma fala que vai morrer e acua fisicamente o Arthur. A gente já fez muitas críticas à espetacularização da política, à redução da política ao circo. Mas o que estava posto era o seguinte: Os caras estão contra a reforma estadual da Previdência, mas querem colocar em votação R$ 40 milhões de verba para publicidade. O PT votou junto com o PSDB nisso aí. O Arthur denunciou isso, fez a defesa da agenda clássica dele, que também é agenda nossa: o combate a privilégios em defesa do ajuste fiscal", afirmou Renan Santos, como já havia dito Arthur do Val no vídeo em que ele postou no seu canal do YouTube, o Mamãe Falei, para tentar explicar a briga na Alesp.
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O coordenador nacional do MBL, que fica em São Paulo, ainda disse que foram os sindicalistas e os deputados do PT que partiram para cima de Arthur do Val no início da briga. Por isso, estuda prestar queixa dessa agressão e também de outras tentativas de intimidação à polícia. "Ontem nós tivemos uma situação deplorável, que tem como pano de fundo uma situação muito ruim. A gente recebe muita ameaça. Já teve o tiro no Holiday. E os caras estão aumentando o tom. A gente vai ter que fazer alguma coisa porque a situação está muito esquisita", justificou Renan, dizendo que, após Holiday ter andado quase um ano com seguranças, essa situação voltou a deixar os ativistas do MBL inseguros. "O escritório é exposto. E é ano eleitoral. Precisamos proteger os ativistas e funcionários que correm risco", alegou.