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Como o pacote anticrime ainda está sem data de votação no Congresso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, tem aproveitado esse momento de articulações para tentar convencer os deputados a aprovarem a proposta original do governo, sem as alterações que foram propostas pelo grupo de trabalho que analisou o projeto na Câmara. Só nesta terça-feira (3), Moro se reuniu com representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e da bancada do Podemos, que juntas representam mais da metade da Câmara. Os deputados do PSDB e do grupo de trabalho também já receberam a visita do ministro, que quer retomar pontos como a excludente de ilicitude e a o plea bargain na votação em plenário.
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Na saída de um desses encontros, Moro admitiu que este é um "momento oportuno para intensificar o diálogo com os parlamentares e convencê-los dos acertos das várias propostas contidas no pacote anticrime". Afinal, desde a semana passada os aliados do ministro tentam emplacar na pauta do plenário a votação de um requerimento de urgência que permitiria à Câmara votar ainda neste ano o pacote anticrime. E Moro quer usar essa votação para resgatar os pontos que foram retirados do projeto pelo grupo de trabalho que nos últimos meses analisou as suas propostas.
"Tem uma expectativa de votação. Uma expectativa muito positiva. Mas claro que isso vai depender da decisão do Congresso", afirmou Moro, tentando minimizar os contratempos que têm sido sofridos pelo pacote anticrime na Câmara.
Além de ter tido boa parte das suas propostas rejeitadas pelo grupo de trabalho de deputados, o projeto já teve a votação de urgência adiada por várias sessões. A expectativa era que esse requerimento fosse pautado duas semanas atrás, como havia prometido o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A votação, porém, ficou para a semana passada, quando Maia revelou no plenário que não havia requerimento para ser votado. Os aliados de Moro se mobilizaram, então, para apresentar e votar esse requerimento nesta semana. Até agora, contudo, o pedido não foi pautado no plenário da Câmara.