Publicidade
Expandir publicidade
[fotografo] Reprodução / TSE [/fotografo/
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse ao Congresso em Foco nesta sexta-feira (6) que a escolha de Augusto Aras para comandar a Procuradoria Geral da República deve ser aprovada no Senado ainda neste mês. "Acredito que entre 15 a 20 dias", declarou.
> Bolsonaro escolhe Augusto Aras para comandar a PGR
> Procuradores em luto e chamam nomeação de Aras de “retrocesso constitucional”
O mandato de Raquel Dodge na chefia da PGR acaba no dia 17 de setembro. O presidente da Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse na quinta-feira (5) que o prazo não é suficiente para o Senado analisar a indicação e a PGR ficará sob comando interino.
O líder do governo do Senado foi incumbido da tarefa de apresentar Aras aos senadores para articular apoio antes da sabatina ser feita.
O nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro não está na lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que é composta por Mário Bonsaglia, Luíza Fricheinsen e Blaul Dalloul.
A classe dos procuradores se manifestou contra a decisão de Bolsonaro. Segundo a ANPR a nomeação de um nome fora da lista tríplice interrompe um costume constitucional de quase duas décadas.
No entanto, o apoio a Aras no Senado deve extrapolar os aliados de Bolsonaro e incluir alguns senadores da oposição.
Em 2013, Aras promoveu uma festa de lançamento de um livro de Emiliano José, ex-deputado pelo PT. No evento estiveram presentes o ex-ministro José Dirceu (PT) e o ex-presidente do PT Rui Falcão.
O indicado para a PGR é filho de Roque Aras, ex-presidente do MDB da Bahia na época da ditadura militar e crítico ao governo vigente na época.
O pai do provável futuro PGR também já foi filiado ao PT, partido pelo qual tentou se eleger senador pela Bahia em 1986 e prefeito de Feira de Santana (BA) em 1988.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-governador da Bahia, é próximo de Augusto Aras e disse que o nome deve ser aprovado na Casa Legislativa, embora não tenha declarado se vota ou não no procurador.
[caption id="attachment_224092" align="aligncenter" width="3200"]Para Jaques Wagner, o fato do nome não constar na lista da categoria de procuradores não impede que Aras seja aprovado:
"De qualquer forma o que se pode contestar é o fato de ele ser escolhido fora da lista, mas isso para mim não é uma obrigação. No nosso governo do PT sempre se falava a favor da lista, mas não tem previsão legal, era questão do governo aceitar".
"Agora, o filho dele, ele faz tudo fora do padrão, aqui estamos tendo problema com as universidades que ele nomeia fora da lista. Estilão dele de arrebentar com toda a institucionalidade, mas a prerrogativa é do presidente. A lista foi uma criação da instituição que os presidentes sempre respeitaram", disse.