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Presidente Jair Bolsonaro e seu filho, senador Flávio Bolsonaro. Ambos são suspeitos de terem participado de esquema ilegal de rachadinhas, na época em que Bolsonaro era deputado federal. [fotografo]PSL[/fotografo]
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fazem, desde o início desta manhã (22), uma campanha no Twitter contra a TV Globo. Às 9h45, a #GloboLixo liderava a relação de assuntos mais comentados da rede social no país. A hashtag chegou a figurar nos trending topics em todo o mundo minutos antes. A emissora carioca ainda é alvo da #GloboFakeNews, que aparecia no segundo lugar no ranking nacional.
Os usuários criticam, sobretudo, as reportagens feitas pela TV sobre as suspeitas de envolvimento do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em um esquema de apropriação de salário de servidores, conhecido como "rachadinha", na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Os seguidores acusam a Globo de "manipular" a população para tentar desestabilizar o governo Bolsonaro e propõem boicote a anunciantes da emissora. Eles também reproduzem um vídeo no qual o âncora Boris Casoy, da Rede TV!, diz que bom jornalismo faz "perguntas isentas e imparciais" e não "o jornalismo inquisitivo que almeja obter respostas que gostaria de ouvir do entrevistado". O comentário foi feito ontem por Boris em resposta a críticas feitas pela Globo às perguntas direcionadas a Flávio Bolsonaro nas entrevistas concedidas por ele à Rede TV! e à Record no domingo.
[caption id="attachment_372739" align="alignright" width="426"]Filho de Bolsonaro comprou R$ 4,2 milhões em imóveis em três anos, diz Folha
Um dos suspeitos é Fabrício Queiroz, ex-motorista do deputado estadual, que, no período investigado, movimentou mais de R$ 1,2 milhão. No intervalo de três anos, foram R$ 7 milhões. A movimentação, conforme o Coaf, é incompatível com os rendimentos de Queiroz, que, até agora, faltou a todos os depoimentos marcados pelo Ministério Público.Flávio Bolsonaro construiu patrimônio antes de virar empresário, mostra Folha
Evolução patrimonial Reportagem da Folha de S.Paulo desta terça-feira (22) mostra que Flávio construiu seu patrimônio antes de se declarar empresário, conforme informações cartoriais, da Justiça eleitoral e da Junta Comercial do Rio de Janeiro. O senador eleito é sócio de uma franquia da Kopenhagen no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, desde 2015. Em entrevistas, o ainda deputado estadual atribuiu sua evolução patrimonial à sua atividade empresarial. O salário como parlamentar é o menor de seus rendimentos, afirmou. Segundo a Receita Federal, a empresa foi aberta em 7 de janeiro de 2015, tem mais um sócio e é o único negócio declarado por ele desde que iniciou sua trajetória política em 2002. Na época ele informou à Justiça eleitoral possuir apenas um Gol 1.0, avaliado então em R$ 25,5 mil.Relatório do Coaf mostra que Queiroz movimentou R$ 7 milhões em três anos, diz jornal
Vida empresarial Flávio nega qualquer irregularidade. "Explico mais uma vez. Sou empresário, o que ganho na minha empresa é muito mais do que como deputado. Não vivo só do salário de deputado", afirmou o senador eleito à TV Record. O salário de um deputado estadual no Rio é de R$ 25 mil. O filho mais velho do presidente teve uma intensa movimentação imobiliária entre 2012 e 2014 – antes, portanto, da compra da loja. Ele comprou um apartamento no bairro de Laranjeiras e outro na Barra da Tijuca, no Rio. Os dois imóveis foram registrados ao custo de R$ 4,2 milhões, segundo a Folha. Nos dois casos, ele contraiu empréstimos, um na Caixa e outro no Itaú, respectivamente.Relatório do Coaf aponta 48 depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro