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A ministra da Agricultura. Tereza Cristina. Foto: Antônio Cruz/ABr
A futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), negou nesta segunda-feira (19) que tenha havido qualquer irregularidade em sua relação com o grupo JBS quando era secretária estadual em Mato Grosso do Sul. Em entrevista à rádio CBN, Tereza disse que nunca foi parceira da empresa nem foi responsável diretamente pela concessão de incentivo fiscal ao grupo quando integrava o governo estadual.
Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a então secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção concedeu benefício fiscal à JBS enquanto sua família mantinha negócio pecuário com o grupo comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
“A matéria foi feita a levas as pessoas a entender que existe uma negociação não republicana e isso não é verdade. São assuntos separados e diferentes”, disse a deputada. "Eu não sou parceira da JBS”, acrescentou.
Incentivo fiscal
[caption id="attachment_311791" align="alignright" width="300"]Bolsonaro sai em defesa de Tereza Cristina: ela tem nossa confiança
Delação premiada Em nota divulgada pela FPA nesta manhã, Tereza voltou a defender a regularidade do incentivo fiscal e a negar qualquer irregularidade em sua relação com a JBS. Segundo a Folha de S.Paulo, o nome da deputada aparece em documentos entregues por delatores da JBS em agosto de 2017 como complemento ao acordo de delação premiada fechada em maio entre os executivos da empresa com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A política de incentivos fiscais do governo estadual está no centro da delação premiada fechada pela JBS com a PGR no ano passado no capítulo que tratou da corrupção em Mato Grosso do Sul. Veja a íntegra da nota da FPA: “A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) traz esclarecimento sobre a matéria intitulada “Parceira da JBS, ministra deu incentivos fiscais à empresa em MS”, do jornal Folha de São Paulo, deste domingo (18):- A deputada nunca recebeu doação direta do grupo JBS para sua campanha. O recurso foi transferido via coligação partidária e aprovado pela Justiça Eleitoral;
- A relação comercial estabelecida pela família da deputada com a empresa JBS foi feita de forma legal e transparente, dentro dos padrões seguidos regularmente pelos demais produtores da região e do país;
- Em 2009, a mãe da parlamentar estabeleceu contrato de parceria pecuária na exploração de um confinamento com a empresa JBS. No ano seguinte, em função de seu falecimento, o contrato passou à gestão de Tereza Cristina, na qualidade de inventariante de um condomínio de cinco irmãos;
- Quanto aos incentivos fiscais assinados à época em que ocupava a secretaria de Agricultura do Estado, a deputada cumpriu a legislação vigente e atuou em conformidade com as políticas de governo estabelecidos à época. Cabe ressaltar ainda, que medidas fiscais são de competência também da Secretaria de Fazenda do Estado e do Governo, não apenas da Agricultura, como sugere a matéria.