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"Para se manter na crista da onda, Bolsonaro poderá tentar persuadir o eleitorado de que ele é o candidato que melhor encarna o zeitgeist que triunfou no STF"
Para o mercado, Lula impedido de concorrer, ou mesmo impossibilitado de fazer campanha, é mais importante do que Lula preso, mas é claro que a perspectiva da prisão torna essas duas perspectivas ainda mais remotas. Felizmente!
Já para a análise política, o que mais importa agora é discernir qual a preocupação que terá maior peso na decisão do eleitor, na hora de escolher o próximo presidente: economia, combate à corrupção ou segurança pública?
O discurso e a ‘persona’ do Bolsonaro conjugam a segunda e a terceira variável. Nesse sentido, ele está bem posicionado, na frente dos virtuais adversários de centro. Nenhum deles mostrou-se ainda capaz de apresentar uma candidatura viável e empolgante, quadro que poderia mudar se Doria tomasse o lugar de Alckmin.
Outro foco merecedor de atenção é o desenrolar da disputa na rinha dos outsiders.
Adendo: a cada vez mais provável saída de Lula do chamado proscênio acelerará a luta pela definição da candidatura esquerdista mais viável. Todos os concorrentes desse campo ideológico estão de olho, é claro, no espólio lulopetista. Uma herança que já não parece tão portentosa assim. Formalmente, na eleição de 2016, o PT perdeu cerca de 60% das prefeituras que controlava, mas, na prática e no conjunto (dado o peso de megamunicípios como SP), isso representava 90% de sua antiga máquina de poder.
[caption id="attachment_330288" align="alignright" width="300" caption=""Para se manter na crista da onda, Bolsonaro poderá tentar persuadir o eleitorado de que ele é o candidato que melhor encarna o zeitgeist que triunfou no STF""]<< Com maioria para acatar, o STF rejeitou o habeas corpus de Lula. Veja como e por que isso ocorreu << PSDB elogia e PT diz que decisão do Supremo foi trágica para a democracia e o Brasil