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Lula
STF negou habeas corpus ao ex-presidente após julgamento que durou quase 11 horas
<< STF rejeita habeas corpus para Lula com voto decisivo de Cármen Lúcia; sessão durou dez horas"Nossa Constituição foi rasgada por quem deveria defendê-la e a maioria do Supremo Tribunal Federal sancionou mais uma violência contra o maior líder popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", diz a nota do partido de Lula. Para o PT, o STF negou ao ex-presidente o direito de continuar sua defesa em liberdade até a última instância da Justiça. "A maioria do STF ajoelhou-se ante a pressão escandalosamente orquestrada pela Rede Globo", afirma o partido (leia a íntegra da nota mais abaixo). A nota assinada pelo presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, afirma que o STF "enxovalha a Constituição". A nota afirma que o STF foi alvo de uma campanha de pressão sem paralelo, citando os tuítes do general Eduardo Villas Bôas, na noite de terça-feira (3) como o auge da pressão. "Ao rejeitar o habeas corpus apresentado pela defesa de Lula e reafirmar a validade do teor da súmula 122, o STF enxovalha a Constituição Federal para somar-se àqueles que desprezam a democracia e o Estado Democrático de Direito, contribuindo para o aprofundamento do estado penal e da escalada autoritária", prossegue a nota. Decisão elogiada
O PSDB, em nota assinada pelo líder da sigla na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), afirma que uma decisão diferente “frustraria a sociedade e ressaltaria o sentimento de retrocesso no combate à impunidade". Para os tucanos, o STF "fez sua parte".
O PPS também afirmou que a decisão do STF reforça o combate à corrupção e à impunidade no país. O líder na Câmara, Alex Manente (SP), aproveitou para defender a aprovação de sua Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que estabelece a possibilidade de execução da pena após condenação em segunda instância. “Com a decisão de negar o habeas corpus a Lula, o STF reforçou a postura que vem se fortalecendo a cada dia, de que ninguém está acima da lei. Ganha o país e todos aqueles que defendem o combate efetivo e permanente à corrupção”, diz o deputado na nota.
O líder do Democratas na Câmara, Rodrigo Garcia (SP) classificou a decisão como acertada e afirmou que agora o assunto é "matéria superada". "O Brasil é maior do que nomes e a sociedade deseja e merece que os ânimos se acalmem e que o debate se concentre agora no campo das ideias e programas". O líder do partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), usou sua conta no Twitter para afirmar que decisão do Supremo é um "sopro de fé". “A decisão do STF é um sopro de fé e esperança em todos os brasileiros. Ainda há muito pela frente, mas o Supremo deu um passo importante", escreveu o senador, que ainda completou afirmando que a decisão da Corte “respeita a Constituição, as leis e os cidadãos brasileiros”.
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