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<< Alunos deixam de ir à escola por falta de transporte escolar no PiauíNaquele ano, entre outras crianças, Sandro Dias – que ficou conhecido mais tarde como Sandrinho do Acordeom –, na época com 13 anos, filho de Salvador, também se juntou ao projeto e começou a tocar e ensinar às crianças a arte da sanfona e de outros instrumentos. Após uma especialização na escola de música Pró-Arte, mantida pela Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), Sandrinho foi morar com a família na periferia de São Raimundo Nonato, bairro Campestre onde em 2011 fundaram o projeto “Acordes do Campestre”. Por falta de espaço no local, as aulas de sanfona, flauta, baixo, violão, triângulo, zabumba e bateria são ministradas no terreiro da casa onde mora de segunda à sexta-feira. Mesmo com as dificuldades, o projeto tem alcançado muitas crianças e adolescentes. As famílias que apostam na proposta veem a oportunidade de seus filhos escaparem da marginalidade por meio da projeto que dá acesso à cultura, possibilitando tornar muitos desses jovens em profissionais na área da música, abrindo assim as portas do mercado de trabalho. Não fosse o descaso do poder público e a falta de apoio da maioria dos prefeitos, mais crianças e adolescentes poderiam ter suas vidas transformadas por meio da proposta. A transmissão do conhecimento da música é voluntária. As crianças e jovens precisam apenas estar matriculadas na escola. “A criança precisa ter no mínimo seis anos de idade e estar matriculada em uma escola, ter bom comportamento lá, aqui e em qualquer lugar”, ressalta Sandrinho, hoje com 24 anos. O Acordes do Campestre, atualmente Associação Cultural Acordes do Campestre, já ensinou e inseriu na música uma geração de jovens que, hoje, conta Sandrinho, estão tocando em bandas e ganhando seu próprio dinheiro. “Muitos ex-alunos hoje tocam em bandas da região. Há também outros que já foram premiados em festivais. Todos os anos nossos alunos participam de um festival realizado pela Rádio Rural de Petrolina (PE) e sempre trazem prêmio. Nossa missão aqui é formar cidadãos através da música. Ela é uma ferramenta para fazermos esse trabalho”, conta. [caption id="attachment_327043" align="alignright" width="300" caption="Sandro Dias, conhecido como Sandrinho do Acordeom"]
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