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CPMI pede explicações à PRF sobre ataque com pedido de doação para Bolsonaro

PRF alega que foi alvo de ataque hacker. Dino determina suspensão de contas da PRF e da PF, em âmbito regional, para análise de segurança

29/6/2023
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Eliziane Gama é a relatora da CPMI dos Atos Golpistas. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A relatora da CPMI dos Atos Golpistas, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza Oliveira, pedindo esclarecimentos sobre as investigações a respeito de uma invasão ao perfil da PRF em Sergipe, no Instagram, com pedido de doação, via PIX, de recursos para o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Solicito à Vossa Senhoria, com fulcro no art. 10 da Lei 12.527/2011, informações sobre a abertura de sindicâncias e processos internos em relação ao ataque hacker mencionado na nota de esclarecimento abaixo da PRF, a fim de apurar eventuais responsabilizações criminais ou disciplinares, no âmbito da Lei 8.112/90", escreveu a senadora em seu ofício. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, mandou suspender os perfis nas redes sociais da PF e da PRF dos estados para análise de segurança. A PRF afirma que a página foi alvo de hackers. “Na publicação, criminosos pedem doações ao ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de QR Code. O código direciona as vítimas para a página de transferência de valores onde ocorre o golpe”, explica a pasta. “Quanto à retirada do ar da postagem criminosa, a PRF está com providências em andamento. E investigação será instaurada para apuração dos fatos”, publicou Dino. O QR Code apresentado na publicação que pede o PIX não remete para a conta bancária de Bolsonaro. Aliados do ex-presidente têm feito uma "vaquinha" para ajudar o ex-presidente a custear processos e pagar multas previstas nos processos a que ele responde. A atuação da PRF nos atos golpistas de 8 de janeiro é investigada pela CPMI por causa da conduta do seu ex-presidente Silvinei Vasques, já ouvido pela comissão. Ele é acusado de ter determinado, no dia da votação em segundo turno, operações em localidades, no Nordeste, onde o presidente Lula teria maior votação. Silvinei disse que não houve qualquer anormalidade nas operações realizadas na região na data, o que foi desmentido pela atual direção da PRF.
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